Pepe: o craque brasileiro com inegável alma lusitana

Foi a 21 de novembro de 2007 que Képler Laveran Lima Ferreira, aquele que o mundo conhece como Pepe, se estreou pela seleção nacional. Esta quinta-feira, quase 11 anos depois, o luso-brasileiro assinou a 100.ª exibição com um golo que selou o empate de Portugal contra a Croácia, no amigável realizado no Algarve.

“Estou bastante feliz, agradeço a oportunidade que me foi dada desde o primeiro dia para representar esta seleção, que significa muito para mim”, confessou o jogador, de 35 anos, depois de se tornar o primeiro naturalizado a alcançar uma centena de jogos.

Voltou a dedicar o feito à família, principalmente à mulher, Ana Sofia Moreira, e às filhas, Angeli, de seis anos, e Emily, de quatro, o grande pilar da sua vida e carreira.

 

Ver esta publicação no Instagram

 

Felices los 4 👨‍👩‍👧‍👧 What else?? #feliceslos4 #family #staytogether #nobaddays

Uma publicação partilhada por Pepe (@official_pepe) a

Pepe conheceu Ana Sofia quando se mudou, em 2004, para o FC Porto e fez da Invicta a sua casa. A paixão pela estudante de Medicina foi certeira e o casal nunca mais se separou.

A dois, em 2007, seguiu para Madrid, onde representou o Real durante dez temporadas. O ano passado, foi a transferido para o Besiktas, na Turquia, onde cumpre agora o segundo ano, tendo já manifestado vontade de terminar a carreira em Portugal onde chegou quando tinha apenas 18 anos, na altura para jogar no Marítimo.

O defesa-central é natural de Maceió, Brasil, onde volta nas férias para ver os pais e os restantes familiares e para que as herdeiras contactem também com o meio onde nasceu e cresceu.

Foi o pai, Anael Ferreira, que escolheu os nomes do craque inspirado em dois cientistas de uma enciclopédia que leu ainda criança. Também a alcunha foi ele quem a criou, mas essa por admirar um outro Pepe, da década de 50, que jogava no Santos e pela seleção brasileira. O filho não foi para as ciências, mas revelou jeito para a bola, cumprindo um dos desejos de Anael.