Off the record

Pedro Barroso: o bom rebelde em pleno na representação

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Aos 30 anos, o ator já fez um pouco de tudo na ficção nacional. Entre morrer, matar, vilão ou bom da fita, Pedro Barroso cresceu como homem e como profissional, sendo que é no palco que agora se entrega com convicção.

Depois de interpretar Rodrigo em ” A Única Mulher” na TVI, é no palco que agora se concentra. Até dia 15 de maio, Pedro está em cena no Teatro da Trindade na comédia romântica “O Apartamento”, ao lado de nomes como Maria João Abreu, Hélder Gamboa, Heitor Lourenço ou Vítor de Sousa.

“Este regresso ao teatro está a ser muito bom”, reconhece em conversa com a Move Notícias. Para aceitar o recente desafio saiu da oficina de teatro Escola de Mulheres onde estava quando recebeu “o convite do Fraga para vir para esta peça”, tendo somado, durando um tempo, os ensaios ainda com as últimas cenas da novela.

Para ele, faltava “aprimorar outras coisas”: “Faltava-me palco. É bastante enriquecedor trabalhar com este elenco e nesta casa, pisar o palco do Trindade. Era algo com que sempre ambicionei desde que há dez vim ver ‘O Terramoto’ exatamente pela mão do Fraga. É um privilégio muito grande estar aqui. Este é um teatro de referência com muita história”.

No teatro, dá vida a “Mr.Corkby, um empresário que usa do Bud para levar além a sua relação extra conjugal”. “Esta peça retrata muito bem as hierarquias e as formas de ascensão bem como as submissões que hoje em dia ainda existem. É uma crítica social bastante atual”, resume Barroso, não tendo dúvidas que “este está a ser um ano muito bom entre projetos”.

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Nas duas primeiras semanas custou a entranhar a nova personagem. “Chegava aos ensaios e ainda não o sentia. Só chegava o meu corpo, ainda tinha o Rodrigo. Isto é mais leve, mas até o meu corpo se soltar e perder o drama e encontrar outras coisas, até se libertar, foi difícil. Acho que foi a forma perfeita para me libertar do Rodrigo”, recorda, reconhecendo que “as coisas estão a acontecer de uma forma eficaz e coerente, estou feliz pelo que está a acontecer e por aquilo que aí vem”.

O guião na televisão “foi desgastante, mas foi aquilo ao qual me comprometi e o feedback foi ótimo tanto da parte do público como da TVI. Foi exaustivo mas foi esse o meu compromisso. Foi bom! O papel consumia-me”. Depois de viver no limite emocional com Rodrigo, “esta peça é uma verdadeira bolha de ar, bem como a que aí vem”.

Nos últimos tempos, outras janelas foram-se abrindo e, também no teatro, já trabalha em “Gangsters da Brodway” que estreará a 2 de junho no auditório do Casino Estoril. No projeto é Bill, um escritor neurótico, e contracena com Guilherme Barroso, Paulo Cintrão, Dânia Neto, Henrique Feist, Paula Neves, Teresa Macedo, Fernanda Lapa, Nuno Távora e Carla Vasconcelos.

Com um novo projeto televisivo em vista já a partir de agosto e com os espetáculos, não há tempo para férias, algo que Pedro Barroso “tinha programado se não tivesse teatro”. “Mas entretanto o destino trocou-me as voltas e eu não disse que não”, afirma.

“As férias ficam para depois”, sendo que se lança ao mar muitas vezes para “lavar a alma”. As horas que dedica ao bodyboard são “os momentos de paz” que valoriza sozinho ou na companhia da mais fiel amiga, a cadela Baü, e onde encontra inspiração para ecléticos projetos.

Bastante extrovertido, nos últimos anos, Pedro aprendeu a preservar a vida privada dos olhares mais indiscretos e, por isso, não fala do namoro com a atriz Mafalda Marafusta, a protagonista da recém-estreada série “Massa Fresca” da TVI.

Homem de paixões, a nível profissional foca-se ainda na produtora “Ponto Zero” que criou como garantia de independência, enquanto no plano pessoal cumpre na perfeição a função de irmão mais velho do jogador de basquetebol do Benfica Tomás Barroso, que o faz vibrar a cada cesto e vitória que assina.

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Fotos: Sílvia Santos