O empresário norte-americano, mais conhecido como traficante sexual, suicidou-se por enforcamento em agosto de 2019, na sua cela da prisão, aos 66 anos. Isto aconteceu um mês depois de ter alegadamente escrito o bilhete a que agora veio a público (que se refere a sua primeira tentativa de pôr termo à vida).
Agora, um juiz federal decidiu divulgar o manuscrito, que esteve escondido há quase sete anos num tribunal de Nova Iorque e que pode nunca ter sido analisado pelas autoridades.
“Investigaram-me durante meses. Não encontraram nada!!!“, começa assim o alegado bilhete escrito por Epstein, onde faz referência a “acusações com 16 anos“. “É um privilégio poder escolher o momento certo para dizer adeus. O que eles querem que eu faça – desate a chorar!!“, acrescentou, para concluir: “SEM DIVERSÃO – NÃO VALE A PENA!!“.

Segundo o “The New York Times“, a carta terá sido encontrada em julho de 2019 pelo seu companheiro de cela, Nicholas Tartaglione, dias depois de Epstein ter sido encontrado inconsciente com marcas no pescoço numa prisão de Manhattan. O magnata, que tinha ligações a algumas das mais importantes e influentes personalidades do mundo, sobreviveu a esse episódio, mas morreu semanas depois. A sua morte foi classificada como suicídio.
Uma “corda improvisada” foi encontrada ao lado do corpo, mas apesar disso, os rumores de que terá sido assassinado e revelações sobre falhas de segurança da prisão, persistem.
Perante a existência desta nota, o “The New York Times” avançou com um pedido em tribunal para que o documento seja tornado público. Até lá, continua num cofre judicial e fora do escrutínio público.
Foto: Print TV
