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Catarina Furtado foca-se nas audiências após reagir às acusações

A apresentadora foi uma das mais criticadas pelo seu domínio do inglês durante a semana eurovisiva. Entretanto foi defendida pelo estilista Nuno Baltazar – com quem se chateou por causa do certame – e pelo marido João Reis.

Agora recorreu às redes sociais para se defender, sendo que depois preferiu focar-se nas audiências.

Num imenso texto publicado no Instagram onde recorda a sua carreira e as várias áreas por onde passou (dança, jornalismo, apresentação, representação, embaixadora, passagem pelo teatro, rádio e televisão), resumiu tudo com um: “Sou uma mulher de muitas facetas e sonhos. Nunca fui adepta de rótulos na minha carreira. Sou o que sou”.

Sou uma mulher de muitas facetas e sonhos. Nunca fui adepta de rótulos na minha carreira. Sou o que sou. Comecei a minha carreira como bailarina clássica e depois, contra todas as expectativas, fiz formação em jornalismo. Trabalhei para rádios, jornais e revistas. Fui desafiada a testar os meus “dotes” enquanto apresentadora de televisão (e já lá vão 27 anos!). Fiz parte da equipa envolvida no lançamento do primeiro canal de televisão independente, SIC, e desde então nunca mais parei de trabalhar no meio. Mas sempre persegui os meus desejos: em 1995 mudei-me para Londres para estudar representação. Abracei a carreira de actriz, no teatro, em cinema, em séries de tv, em dobragens , na narração de espectáculos, (o mais recente filme vai estrear em Portugal a 26 de Julho, @linhasdesangue_oficial). Escrevi e escrevo, de vez em quando, letras de canções:). Em 2000 fui convidada para ser Embaixadora de Boa Vontade do UNFPA, a agência das Nações Unidas para os direitos e saúde reprodutiva. Esta importante missão fez-me desenvolver a minha vertente de documentarista com “Príncipes do Nada”, que vai na sua 4ª temporada na rtp, e que retrata o nobre trabalho de voluntários e de ONGs em países em desenvolvimento e, infelizmente, a intolerável situação que muitas mulheres e meninas vivem ainda hoje, tendo os seus direitos violados. Esta experiência que tenho vivido junto do @unfpa levou-me também, em 2012, a fundar a @coracoescomcoroa, que tem por objectivo promover uma cultura de solidariedade, não violência e não discriminação, de igualdade de oportunidades e de género e de inclusão social. No meu livro “ O que vejo e não Esqueço” partilho muitas destas vivências. Depois de tudo o que fiz até agora, ser vista por 200 milhões de pessoas na @eurovision tornou-se uma experiência inesquecível para mim. Estou muito grata! ❤❤❤ {english version 👉 comment section} #eurovision #eurovision2018 #esc #eurobabes #allaboard

Uma publicação partilhada por Catarina Furtado (@catarinafurtadooficial) a

“Depois de tudo o que fiz até agora, ser vista por 200 milhões de pessoas na Eurovisão tornou-se uma experiência inesquecível para mim. Estou muito grata!”, concluiu.

A audiência total ainda não é conhecida, mas na RTP quebrou um recorde de dez anos (em 2008 Portugal passava à final pela primeira vez com ‘Senhora do Mar’ de Vânia Fernandes).

A final da Eurovisão, no sábado, dia 12, foi vista por cerca de 1 milhão e 547 mil espectadores, o que impulsionou uma audiência de 16 pontos de rating e uma quota de mercado de 36,4% de share.

Foi ainda mais vista que a edição de 2017, ganha por Salvador Sobral, e o pico de audiências foi na performance daquele com Caetano Veloso ao cantarem ‘Amar Pelos Dois’.

E não só. Segundo Catarina mostrou no Instagram, na TVE (canal público espanhol) também foi o mais visto de sempre.

Os elogios às quatro apresentadoras também foram feitos por seguidores e por ‘nuestros hermanos’.

E porque não é deste tipo de histórias que a Eurovisão depende, Catarina Furtado – que já tinha elogiado o trabalho das colegas, especialmente de Filomena Cautela – deu outra lição de profissionalismo e humildade ao dar os ‘Parabéns’ à vencedora israelita Netta Barzilai.

Imagens: Instagram e Hugo Amaral