Off the record

Renato Sanches: da Musgueira até ao reconhecimento internacional

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A caminho dos 19 anos, o médio ofensivo do Benfica é a grande revelação desta época na Liga nacional e, segundo a imprensa internacional, o Manchester United já o tem como pretendido para a próxima temporada e com aval de José Mourinho que é apontado como o novo treinador dos “Red Devil”.

Com uma cláusula de rescisão de 80 milhões de euros, Renato Sanches pode estar na eminência de emigrar a preço de ouro, seguindo o trajeto de Cristiano Ronaldo. O futuro é ainda uma incógnita, mas já ninguém tira ao jovem o talento que lhe é reconhecido além-fronteiras.

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Hoje todos sabem o seu nome, mas a vida nem sempre foi fácil para o menino que cresceu na periferia de Lisboa, bairro pobre da Musgueira, em agosto de 1997, onde se especializou no futebol de rua, antes de dar nas vistas no Águias Musgueira.

Ainda nesse tempo, observado por olheiros benfiquistas, acabou por escapar ao Sporting que já o acompanhava. Em 2008, Bulo, como é tratado pelos mais próximos, rumou ao Caixa Futebol Campus, no Seixal, que passou a ser a sua casa.

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Entre o medo próprio da idade e as saudades da mãe, Renato cresceu física e mentalmente, sem nunca renegar as raízes, até porque é muito próximo da família como testemunham fotografias que partilha nas redes sociais. Os amigos e o basquetebol (e os LA Lakers) são outras paixões que inspiram as imagens que publica.

Os pais, Renato Sanches e Maria das Dores, separaram-se quando ele tinha apenas 5 meses. O progenitor emigrou, então, para França e o bebé ficou cá sem registo civil. Um dever cumprido apenas quando Renato tinha cinco anos e o quiseram batizar. Registado a 22 de agosto de 2002 na Conservatória do Registo Civil Da Amadora, tem documentos que confirma veio ao mundo às 15h25 do dia 18 de agosto de 1997, no hospital Amadora-Sintra.

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Hoje em dia, em campo, o jogador é o espelho de uma vivência que cruza a rebeldia do bairro e a tática, resultando de uma imensurável raça que faz dele único e bastante elogiado por quem percebe de futebol para além da bola.

“Comecei a jogar na rua, mas onde aprendi a jogar foi no Benfica”, recordou o futebolista, numa entrevista a uma marca respetiva, lembrando que ascender ao escalão principal dos encarnados deu trabalho: “À medida que os anos passam e subimos de escalão é cada vez mais difícil. Temos que dar o nosso máximo para sermos melhores jogadores”.

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Elogiado após o jogo da Liga dos Campeões ante o Atlético Madrid, em dezembro, Renato Sanches provou humildade ao afirmar que “é tudo graças ao coletivo, nada ao individual”. A aposta de Rui Vitória, sabe que não há lugares cativos e que ainda tem “de crescer muito”: “Tenho 18 anos. Com o tempo, e com a experiência dos colegas, vou melhorando”.

Lançado ainda por Fernando Santos na Seleção Nacional A, Sanches entra na equação para a convocatória para o Campeonato da Europa de Futebol que se realizará em França. Até ao anúncio final, terá que cumprir outro dever pela Nação: o Dia da Defesa Nacional. Por estar na Alemanha, para o jogo contra o Bayern Munique, a 5 de abril, faltou à chamada que terá que responder a 17 de maio, dois dias após o fim de um campeonato que a sua equipa, para já, lidera a dois pontos dos rivais de Alvalade.

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Fotos: Reprodução Facebook