A mulher e os dois filhos do guarda-redes argentino Lucas Trejo, que estavam desaparecidos após os terremotos na Venezuela, foram encontrados sem vida pelas equipas de resgate, este sábado. Yanina Maranella, e Aarón (7 anos) e Ainhoa (5 anos), não resistiram aos ferimentos provocados pelo desabamento do edifício onde residiam.
O jogador de 38 anos, já tinha lançado um pedido de ajuda, na passada quinta-feira, logo após os tremores de terra de magnitude 7.2 e 7.5 na escala Richter que abalaram o país. No momento da catástrofe Lucas Trejo não estava no imóvel, encontrava-se em estágio com a delegação do seu clube.
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“Associamo-nos ao luto que abala o jogador Lucas Trejo pelo triste falecimento da esposa, Yanina Maranella, e dos seus filhos, Aarón e Ainhoa. Que as suas almas descansem em paz e que Lucas, bem como todos os seus entes queridos encontrem consolo“, pode ler-se na publicação do clube Deportivo La Guaira, onde o atleta trabalha atualmente.
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Lucas Trejo andava desesperado por não conseguir estabelecer contacto com a família após os sismos. Tal como o próprio revelou, o prédio onde residiam desabou durante os abalos sísmicos.
“O nosso edifício em Praia Grande caiu, não sei nada da minha família, por favor orem por eles e difundam esta mensagem para alguém que possa tê-los visto. Quero acreditar que não estavam lá. Orem pela minha família, por favor“, escreveu Trejo nas stories da rede social Instagram. Infelizmente o pior veio a confirmar-se.
Héctor Bello vive a mesma dor
Também o jogador de futebol venezuelano Héctor Bello está de luto pela morte da sua mulher, felizmente, a filha do casal foi resgatada com vida dos escombros.
Héctor Bello publicou uma mensagem de despedida para Andrea, nas redes sociais, onde afirmou que ela morreu ao tentar salvar a filha de ambos, durante os terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira, 24 de junho.
“Vou encarregar-me de lembrar à nossa filha o quão maravilhosa foste e o quanto a amavas. Vou contar-lhe a história de como a salvaste e de como deste a tua própria vida pela nossa filha, foste uma mulher corajosa que, mesmo nos teus últimos suspiros, nunca a abandonaste“, lê-se na publicação.
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Catástrofe sem fim à vista
Até ao momento têm sido feitos todos os esforços para tentar encontrar sobreviventes, mas os números de vítimas mortais continuam a aumentar.
O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos subiu para 48, segundo um novo balanço divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Estão desaparecidos ou incontactáveis 83 portugueses ou lusodescendentes.resgate continuam no local.
Os dois grandes sismos registados na Venezuela causaram pelo menos 1.430 mortos e 3.328 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.
Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.
Vários países enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela, para acudir à tragédia causada pelos sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.
Ese abrazo al final me partió el alma.
Gracias por esos hombres que ayudan a encontrar a personas aún con vida tras la tragedia en Venezuela. https://t.co/kNIvZJKgEA— Ender Torres (@Ender_Etz) June 28, 2026
