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A cultura pop está a mudar a forma como falamos sobre canábis?

A cultura pop sempre teve grande influência sobre como as pessoas falam de canábis. O filme americano Reefer Madness foi lançado em 1936 e, durante muitos anos, promoveu uma imagem bastante negativa da substância, associando o seu consumo à violência.

Esta noção foi categoricamente contrariada pelo movimento estudantil dos anos 60, onde a canábis começou a ser um símbolo de paz e amor. O uso da substância deixou de ser associado à marginalidade, tornando-se num ato de libertação e contracultura. Desde então, a canábis foi normalizada por fenómenos da cultura pop como a música reggae (especialmente via Bob Marley), os comediantes Cheech & Chong, ou filmes como Easy Rider.

Não existem dúvidas de que a cultura pop contribuiu para a popularidade da canábis no século XX, mas será que continua a mudar a forma como falamos sobre a substância? Estes são alguns exemplos recentes que continuam a alimentar o diálogo:

A emergência do CBD como produto wellness

O aparecimento dos produtos de CBD é um dos fenómenos mais marcantes no século XXI. O mercado de CBD contribuiu para afastar a ideia de que a canábis é um produto meramente recreativo, destacando o potencial curativo do CBD, o componente não psicoativo da planta.

O site CBD Portugal da High Society é conhecido pela qualidade e diversidade dos seus produtos, oferecendo tudo desde óleos a cigarros eletrónicos com entregas rápidas e pagamentos seguros online. Contudo, a High Society não é apenas uma loja, mas também uma marca que promove o consumo responsável de produtos à base de CBD e canábis em geral.

Graças a marcas como a High Society, o consumo da canábis passou a integrar um novo espaço na cultura pop. Não é apenas a substância recreativa promovida por celebridades “divertidas” como Snoop Dogg ou Seth Rogen, mas sim um produto wellness discutido em contextos mais sérios que envolvem pesquisa científica, noções médicas, e uma preocupação central com o bem-estar.

O consumo de canábis no desporto profissional

Em 2023, o basquetebolista profissional Kevin Durant confessou consumir canábis e revelou que o uso da substância é bastante generalizado na NBA.

O anúncio público mudou a forma como muitas pessoas veem a canábis porque associou a planta a atletas profissionais, geralmente vistos como exemplos, e desmentiu o velho mito de que o consumo da substância não é compatível com um estilo de vida ativo e saudável.

A canábis como produto de luxo

Na cultura pop, séries recentes como The White Lotus demonstram que a canábis é cada vez mais associada às classes altas, deixando definitivamente de ser um símbolo da rebeldia estudantil ou contracultura. Com resorts de luxo como pano de fundo, os personagens de The White Lotus pertencem à elite, mas consomem canábis com o mesmo à vontade com que bebem vinhos caros.

No mundo dos milionários e celebridades, a canábis também tem sido promovida com cada vez mais frequência. Figuras públicas como Mike Tyson ou Martha Stewart discutem o consumo da planta abertamente, e esta normalização permitiu que a planta deixasse de vez de ser um produto “marginal” para se tornar num produto comum.