Esclareço desde já que o título nada tem a ver com o presidente de um clube de futebol. Desde há uns anos que quase tudo parece rodar à volta da bolinha verde, refiro-me à dos chats.
Engates, namoros, ficantes, amigos coloridos, escapadinhas… tudo se torna possível e não proibido. Uma vez ligada permite a possibilidade de encontros virtuais com hipóteses de evolução rápida, carnais e sem contrato. O acende/apaga, mostra no que se tornaram as mentalidades e a maneira de ser e de viver. Onde quase tudo é efémero, onde quase tudo é nada.
As desculpas habituais, ao som das respostas clássicas dos concursos de miss, do foco no trabalho, não ter tempo para compromissos ou não se pensar em namoro, esbarram no vício de debater-se com o acendimento da luz, talvez à espera da saciação que daí pode advir…
Conhecer dá trabalho, por isso nada melhor que ser prático. Até se pode estar envolvido e convencido disso, mas acedendo a comunicação tudo se pode alterar e o que era já foi… O imediato prevalece.
Neste jogo, é hábito comum e denunciador não decidir, não planificar. Já se sabe que o verde pode surgir. Daí o uso de lugares comuns como o depois, logo se vê… Deixar em aberto opções! Quem exige respeito é careta e ultrapassado. Desculpas ou justificações nem se sabe da sua existência. O carpe diem egoísta e egocêntrico nunca foi tão praticado.
Facto é que alguns estão convictamente convencidos que o mundo é assim e que sempre o terá sido. Namoram, casam e andam à caça da bola… Como não conhecem outra maneira de ser e de estar, as relações continuam independentemente de enfeites de outras cores e feitios. Tudo é aceite, talvez porque o que está ao virar da esquina não seja muito diferente, senão pior. Vidas em gestão… Gestão do erro, errar e seguir em frente, calcar e pisar, desligar e ligar, como se nada tivesse acontecido e seguir em frente, voltar, repetir à distância de uma tecla. Correm-se riscos que serão perdoados. É quase cultural, aceitável, normal. O pior é esta normalidade!
Ter palavra, dar uma resposta ou um não, ter educação, deixou de fazer parte. Perdeu-se a decência. O vento levou os princípios morais e a tecnologia varreu o todo o resto para ajudar ao atrativo mundo, onde perder pessoas é como perder uma vida num jogo de computador. Reiniciar é fácil.
É assim e não se pode mudar ninguém. Pior que tudo é perceber que se tem de coabitar com esta realidade!
Vou ali ver bolas verdes e tirar um apontamento… Até terça!
