Toda a gente sabe que o mundo está podre.
Num recente périplo, vi locais lindos arquitetonicamente, mas com um ambiente péssimo. Independentemente da cidade, algumas casas oficiais da moda, não passam de potenciadores pontos de encontros entre velhos e jovens, candidatas a estrelas que rapidamente viram caçadoras de prémios, interesseiras que se vendem em troca de uns dias de férias, num qualquer hotel pelo mundo, normalmente com fotógrafo cativo que também é o financiador e por isso não aparece e, lá está, com tudo incluído…
Os alvos preferenciais são os jogadores da bola, empresários, filhinhos de papá ou tudo o que gaste, gaste muito…
Infelizmente conhece-se muito lixo humano e são poucas as que se salvam. Desde as novas aspirantes às velhas já bem montadas.
E que ninguém lhes diga nada, senão ainda nos mandam apanhar batatas. Só existem conceitos distorcidos, pensam que são outra coisa que não a cruel realidade. Vivem na maionese, são usadas e abusadas e depois descartadas… Enquanto dura o curto reinado, os amigos são os que as acompanham e nunca os que alertam. Afinal, sempre foi assim. Não percecionam que são vistas e tratadas como aquilo que são: vulgares. E acham-se as maiores… Requerem tratamento diferenciado e diferenciador, mas não o valem…
Se não devemos ser preconceituosos, já devemos fazer julgamentos de valor, sobretudo quando o que se faz prejudica o próximo. Neste caso, junta-se a fome à vontade de comer. Preocupante será para alguns palermas idiotas que se deixam encantar e levar… Não são poucos… Andam a nanar, às vezes uma vida inteira.
As assimetrias e a vontade de copiar figuras-tipo possibilitaram o aumento destas situações. Com intenções bonitas, belas jovens descobrem a dura realidade e verificam que dificilmente chegam a algum lado se não forem por outras vias… A concorrência é muita, basta um banho de loja e logo nasce uma estrela.
Enquanto no passado se idolatrava a vida das vedetas de sucesso, hoje qualquer um quer viver essa vida. E até vão conseguindo, pagando o justo preço.
Não se pense que é algo confinado a certos locais. É transversal à sociedade que vivenciamos. Grande parte queixa-se da vida que tem e anda depressivo com relações que mantém, reclamando e culpando quase sempre o semelhante, não conseguindo olhar ou olhando um pouco para si…
Outros que não parecem, afinal são uma tristeza e uma desilusão, não valem mais, só disfarçam mais. Poucos têm força para lutar, sozinhos e em solidão por uma mudança e muitos já chegaram à triste conclusão que essas é que se safam. Já se sabe que amadores que competem com profissionais têm sempre menor hipóteses de vencer.
Não creio que seja um mundo à parte, tão só um submundo do mundo que acaba por ser mais igual do que parece.
Vou ali, apanhar batatas e tirar um apontamento… Até terça!
