Muitas coisas mudaram desde a trinca na maçã. Dos contos, e só em alguns, subsistem as princesas.
Havia uma por reino, agora há uma por paralelo de rua.
Continuam a sorrir muito em público, ainda que em privado sejam histéricas descompensadas.
Gostam de dizer que compete ao homem mas, modernices convenientes, quando eles demoram, ou lhes interessa, avançam elas.
O direito de exclusividade mantem-se inalterável, dependendo das carteiras, consoante a manutenção dos miminhos e paciência na satisfação de vontades e amuos.
A corte continua a fazer-se com oferendas. Coisas simples, como deve ser, é que assumem importância. Aquisição de valores de marcas conhecidas (uns sapatinhos, carteirinhas, perfuminhos – presentinhos! que pagamento de serviços é preciso tirar recibo). Fama, revistas, férias, são decisivos. Merecem-se.
O facto de se sentirem especiais e diferentes não faz com que haja o mesmo número de reis. Não há tronos suficientes. Por isso, têm preocupações. Por vezes, ainda, mantêm um rei em casa e arranjam vários para pagar as contas. Nada mudou. O macho é que tem de pagar e, como não há soberano pobre, se não paga não reina.
A vida está mais facilitada. O dote não tem de ser entregue ao pai da noiva numa prestação. Mesmo ao fruto podre, permite-se que seja pago por vários, a prestações e ao longo da vida. Sendo entregue a própria.
As atuais princesas tem que ser rápidas, astutas, ambiciosas e competitivas. Falamos de ultrapassagens para chegar ao altar da boa vida. Tempos de crise, e outras princesas prontas a entrar no duelo pelos favores.
Já não são só loiras. Estudo moderno explica. Revela que as relações entre mulheres e os cabeleireiros duram mais que os casamentos. Não por ambos serem afeminados senão, duravam ainda menos.
Eunucos foram substituídos por homens bombados o que permite que a não função de ambos seja igual…Talvez por isso, muitos não se importarem. Há tanto burro homem que só o burro animal esta em extinção.
Gosto das outras. Mulher com atitude saudável.
