Tozé Santos e Sá

Advogado

Miudezas!

Há quem viva de miudezas. Há quem precise delas para viver. Há quem se sinta atacado ou se reveja em tudo ou quase nada! Há quem tenha medo que se lhes acabe o pão na mesa. Há quem pense que o mundo gira à sua volta e que tudo lhes diz respeito… Depois existem os outros.

A falta ou escassez de dinheiro sempre alterou e turvou mentalidades e apimentou necessidades. Estamos em crise e cada vez mais é preciso defender a sua dama e garantir a subsistência.

Várias miudezas podem fazer com que um ser se sinta com poder e felicidade. Uma visão colectiva de julgamentos básicos, próprios de mentes limitadas que se revêm em algo que não lhes deveria dizer respeito, fazem com que os próprios pensem: “Eu vou ali”! Mas, o que faz uma pessoa feliz, o que realmente a completa é ter amigos verdadeiros e não ter olhares mal-encarados de inveja.

Vivemos num mundo de fantasia, cheio de gente que quer competir sem fazer nada lícito. Gente que quer ter razão sem dar qualquer argumento válido, sem ter talento para nada. Muitos pretendem viver uma vida que nem lhes pertence, muitas vezes metendo-se nas dos outros, mascarando assim a sua.

Vivemos num mundo de babados alinhados, seguidores das conveniências a quem incomoda ser diferente, ter opinião, dar opinião. Nem o mundo sendo livre e achando-se eles próprios dignos de honrarias, fazem algo de positivo. Importante é seguir as jogadas que os próprios criam para dar seguimento aos seus lobbies. Limitados, são bons apenas quando usam o corpo.

Tal como em regimes de ditadura convém que não haja opinião, tolhe-la à nascença seria o ideal para que o lado bom de alguns continue a enganar outros tantos. Nunca foi benéfica a mudança para quem está no poder. Desaparecer de uma revista para muitos leva à histeria suicida. Garanto que já ouvi falar de alguém que se tentou matar por não saber conviver com o anonimato!

Pretendem silenciar vozes. Sempre foi mais fácil destruir do que construir. Mas há vozes que nunca se calam, que são incómodas, chatas e persistentes. Essas, se um dia se calam logo parecerão outras. E é assim que se tem evoluído, contra tudo e contra muitos…
Como é sabido, mais vale cair em graça que ser engraçado e o mesmo discurso em diferente voz sempre teve outro som. O som da conveniência, da falta de formação e princípios. Não faltam exemplos de quem diz hoje uma coisa e que depois de corrompida por esses tais, passa a dizer o contrário e a comer à mesma mesa.

Parte do nosso mundo não passa de apropriadores de almas gananciosas, mentes tacanhas e fáceis de conquistar – aposto que não vai faltar quem se reveja nestas palavras. Há factos maravilhosos para contar, histórias verídicas que por vezes podem levantar a dúvida se serão realidade ou ficção, e que eu prometo continuar a contar semanalmente.

Quando tudo parece inventado e toda a mediocridade atingida, eis que surge do nada a criatividade sem limites de algumas almas impolutas que até de mortos e funerais se servem de modo a parecerem íntimas do falecido, entre selfies ou mensagens oportunas estrategicamente enquadradas com câmaras de televisão e abraços de ocasião.

Por seres assim e similares não há respeito, porque seria crime respeitar quem não se respeita a si próprio.

Vou ali, tirar um apontamento… Até terça!