Adoro o ano novo! Só porque adoro o meu povo.
(Esta época natalícia e seu pseudo-espírito fez-me bem.)
Não sei o que se passa intra-portas, mas pelo que vi, contaram e pesquisei facebokianamente e instragrammemente, nada mudou.
Sacrifícios impostos, onde? Quem?
Continuamos a esgotar viagens, (a deliciar-nos com fotos semi-vestidas das meninas em férias), a ser os que mais compram automóveis topos de gama (e só temos um Ronaldo) jantaradas à grande, levantamentos no multibanco como nunca, roupas, comprar, gastar, gastar…
Até parece que tudo ficou rico de repente. Ou então sempre foi e não reparei.
Bastou ouvir que os indicadores económicos já estavam melhores e saíram os coelhos.
Tirando isso, é época de balanços interiores, algo que só alguns com tempo fazem…
Dou por mim preocupado com a mentalidade do povo. Fomos para Africa, Brasil, deixamos a semente, e vê-se…
Não admira, portanto que, por cá, seja igual…
O fenómeno para os próximos anos será como transmitir valores para mudar mentalidades…
Se antigamente a palavra chegava, agora já nem com contratos reconhecidos notarialmente… O futuro reserva-nos exemplos relvistas e socráticos… Com os pais de hoje, o que serão os filhos do amanhã…
30 Anos para pagar a divida, faltam-nos os pagadores, destas e de outras dívidas… gente séria e trabalhadora…
Sobra em subsídio-dependente, boa vida-dependente, direitos-dependente e deveres-deixa la isso…
Dilema: Conseguir perceber como a grande maioria continua a fazer a mesma vida de sempre…
Bom 2014 a todos.
Vou ali, abrir espumante, e tirar um apontamento… ate terça!
