Cultura

O olhar íntimo de Ernest Hemingway sobre África

Verdade ao Amanhecer revela uma faceta pessoal do Prémio Nobel da Literatura, apaixonado pelo continente africano.

Publicado postumamente em 1999 e editado pelo filho de Hemingway, Patrick, o livro oferece aos leitores um relato envolvente das experiências do autor durante uma viagem a África, combinando memórias, observações culturais e reflexões sobre a arte da escrita.

Verdade ao Amanhecer é uma simbiose entre o romance e a autobiografia, na qual o escritor relata a sua estada no Quénia na década de 1950, onde participou em safáris e viveu intensamente a paisagem africana, explorando temas como natureza, aventura e identidade.

A obra é uma peça fundamental para compreender o universo criativo do autor, bem como a sua ligação profunda à natureza e ao ato de escrever.

Hemingway deixou este manuscrito por publicar, mas na verdade já antes se havia deixado inspirar por esta sua paixão pelo continente africano, as suas gentes e, em particular, os rituais de caça: são disso prova As Verdes Colinas de África e alguns dos seus contos mais reputados, como As Neves do Kilimanjaro ou A Curta e Feliz Existência de Francis Macomber.

A nova edição de Verdade ao Amanhecer, publicada pela Livros do Brasil, chancela do Grupo Porto Editora, já se encontra em pré-venda e chega às livrarias no dia 19 de março.

SOBRE O AUTOR
Ernest Hemingway
Nasceu em Oak Park, no Illinois, a 21 de julho de 1899, e suicidou-se em Ketchum, no Idaho, em julho de 1961. Em 1953 ganhou o Prémio Pulitzer, com O Velho e o Mar, e em 1954 o Prémio Nobel de Literatura. Romances como O Adeus às Armas ou Por Quem os Sinos Dobram, além do já citado O Velho e o Mar, consagraram-no como um dos grandes nomes da literatura do século XX.