Quase todos os desejos dos humanos são preenchidos. Todos, menos aquele que nos leva a ruina. É como um defeito genético que nos persegue e não dá tréguas.
O “ desejo de grandeza” o “desejo de ser importante”.
Esta fome humana, devoradora e permanente de reconhecimento é que nos leva, a alguns mais do que a outros, às figuras ridículas, ao ir mais além no sentido de não perder o conquistado. É, quase sempre, um além de imposição da presença e não da valorização desta. É a desgraça! O abismo!
Este desejo leva-nos a queremos vestir-nos à ultima moda, conduzir os carros mais recentes e falar dos nossos filhos brilhantes.
Mas também leva a junção a gangues, à participação em atividades criminosas e às tristes figuras que as televisões fazem o favor de nos mostrar diariamente, em programas que criam, aproveitando-se dessa lacuna.
Depois, há os próprios que, querem ser profissionais do brilho. Os que criticando ou não outros de idêntica matriz, pedem às revistas sensacionalistas ou se deleitam em vícios carnais ou substâncias ilícitas no sentido de, perpetuar o brilho que, pensam na apneia inconsciente em que sobrevivem, ter…
Normalmente acabam mal. Vivem mal, escondidamente. Desaparecem depois tão depressa como apareceram. Pior, são imediatamente substituídos por alguém, normalmente, pior. É que tudo se nivela por baixo, e abaixo de lixo… As agências de “rating” explicam…
São pessoas sedentas de importância. Mas sem autoestima. Que cedem a lisonja fácil e a palmada nas costas…
O que os determina é o que não tem, Carácter… a coisa mais importante do ser humano…
Nota:
Não sei quem teve a ideia peregrina, diria visionária, de por meninas semivestidas, belos atributos expostos, nos jogos de futebol da Liga em Portugal.
Na UEFA, na FIFA, nas ligas bem-sucedidas e financeiramente desafogadas são meninos e meninas que entram ao lado dos jogadores que levam a bola do jogo.
Não somos ricos, as meninas não ficam baratas. Mas a Liga veste bem, a peito e coxa, a camisola das meninas.
É claro que se trata de um jogo de futebol e ninguém liga às pequenas. São os 15 segundos de glória, sabemos que ate iam de borla, quem sabe, “maria-chuteiras”…
Obrigar os jogadores, todos os intervenientes, a cumprimentarem-se ignorando os atributos que saltam às vistas, ignorando as beldades, parece-me mal…e falta de fair play…
É hipocrisia, é humilhação, é mentalidade de macho tacanho e incomodado…
Não vejo razão para lá estarem, mas se as levam, que as tratem como gente…
Vou ali, ver as meninas da bola e tirar um apontamento… até terça!
