O mundo mudou. O nosso, mais.
Fieis à genética lusa, bem espalhada pelo mundo, moda, é viver de expedientes. Sem escrúpulos. Contornar a lei para obter benefícios e que se lixe o vizinho. Também é verdade que num país sem lei, sempre os houve. Agora só se fazem notar mais. Impulso da crise.
Favores, cunhas, estão judicializados. Perpetuados. Instalados.
Cabeças perdidas. Agressividade soerguida. Cobranças difíceis. Milícias. Xenofobia assentida. Como tudo vai acabar? Veremos, talvez por isso tenham adiado o fim do mundo!
Jazia inconsciente e incapaz. Indecisão. Medos financeiros, económicos, pessoais, emocionais. É preferível um casamento que garanta o pagamento das contas que uma atitude. Infidelidade vale menos que euros.
Destruição de valores. Stress. Sobrevivência.
Relança-se tudo o que de mau, e pré-histórico, tão completamente insondável tinha a génese humana. Regredimos. O que agora nos distingue dos animais selvagens?
Como vamos ultrapassar isto?
Hábitos, mentalidades, vícios, como se mudam?
Décadas. Gerações de ensinamentos, avós, pais, filhos. Cultura instalada.
Aparato social. Apreço pelo exibicionismo e visibilidade. Sociedade hipócrita, que não trata com justiça, que injustamente privilegia.
Todos têm direitos, poucos terão deveres.
Um tem carro, casa, férias, luxo, o outro também tem de ter. Tem direito, asseguram! Sacrifícios já não são medidos igualmente e equitativamente. Isso é outra história. Isso já não importa.
Crescemos brados de excitação por coisa boa, sublime, etérea. Somos diletantes amantes das belezas mundanas. Pecado o nosso. Pecado de quem nos deixa ser assim. Talvez por ser pior que nós…
Gente fast-food que, não pensa, só quer. Seja a que custo for. Mas sempre tudo sem esforço.
Não há paciência!
E depois, há os que liricamente ainda fazem algo…
Nota:
Tendo sido apelidado de “bicho social” denoto certa crescente, Misantropia.
Aversão às más qualidades do ser humano e da natureza humana no geral.
Profundamente desapontado com a humanidade de uma forma generalizada.
A personagem Alceste de Molière (1666) afirma:
“Meu ódio é geral, eu detesto todos os homens;
Alguns porque são perversos e praticam o mal,
Outros porque toleram os maus,
Recusando-lhes o desprezo rigoroso ativo
Que o vício deveria estimular em mentes virtuosas”
Vou ali, mudar o mundo, e tirar um apontamento… ate terça!
