Tozé Santos e Sá

Advogado

Reality show

Começa mais um reality.

Contaram-me (escrevo sexta-feira), que a maior parte é do norte. Gente parola!

Carne para canhão lisboeta. Fascinados!

Não podem alegar desconhecimento! Quem está bem, quem fica bem, aposta! Exposição? Criticam tanto Lisboa e só querem ser uns deles. Que nunca serão. Por muito que façam e queiram. A sensações orgásticas que sentem, rapidamente colidirão com a realidade. Já se percebeu que só há uma maneira de fazer entretenimento em Portugal.

Ridicularizar!

Chamar desconhecidos ávidos de almejar o estrelato! De borla! Com sua aquiescência profundamente desejada.

Ou, chamar os, mais ou menos conhecidos. Sempre segundas escolhas. Mas que patenteiam a mesma avidez… Alguns, os velhos do restelo que perderam protagonismo e capas de revista. Perderam com isso as viagens gratuitas em troca de uma notícia! Excomungavam esta gente. Soergueram-se, e vivem com eles. Comentam! São jurados! Aparecem! (no fundo o que interessa nessas mentes tao completamente insondáveis) Cobram, migalhas e misérias. O que criticaram! Esqueceram. Escolados…

Riem muito. Perdem compostura. São assentidamente gozados. Andam, aparentemente, felizes e contentes. Incoerência!

Na realidade. Medo, medonho!

Condição entrada? Porque são podres! Família podre! E quanto mais podre melhor! Párias também interessam, para o número do coitadinho das galinhas.

Pensam que votam! Só para encher os bolsos da produção. Autênticos criminosos destruidores e aproveitadores de quem quer ser o que nunca será, famoso e rico! Terão culpa? Só de existirem ascetas, bacocos sem sentido. Os que dão o rabinho (literalmente). Os que fazem tudo (drogas, festas, álcool, bissexualidade) para ter uma passadeira vermelha.

E nunca serão nada. A não ser aquilo em que se transformam. Depois, cuspidos e deitados fora. Escravidão terminada! Ficam os vícios. Os que não querem largar. Não podem largar, sob pena de deixar de pertencer à ”tribo“ a que pensam pertencer. Inconscientes!

Chegados aí, tem sempre a hipótese de ir fazer umas temporadas a paraísos do sexo, onde ninguém os conhece. Ainda postam nas redes sociais os feitos, como de férias se tratasse. Tem vantagens. Emagrecem!

Quem sofre. Alguns amigos e familiares. Os que não se acopulam na parasitação. E vivem a vida do outro sempre de olho em si.

É o pior de Portugal!

É o que procuram as produtoras. E o que emitem as televisões.

É o que o povo quer.

É por isso que estamos na cauda da europa e do mundo nas estatísticas importantes. Que não no consumo de álcool e drogas.

Coincidências.

Também fui. No início de tudo. Arrependo-me. Envergonho-me. Não por mim que saí impoluto. Pelo que vi, sei, assisto, presenciei… Pior, há sempre quem queria ir…

 

Nota: Negar evidências televisionadas. Usar cliente para promoção pessoal, classificados de borla (devia era pagar para defender…). Inventar teses consoante a hora do dia. Papaguear ao sabor da onda comunicacional. Violar o segredo de justiça, relatando pormenores do processo. Revelar conversas privadas, que nem se podem ter, com agentes da autoridade. Não “calar” o cliente, que divaga e sorri. Não é prestar bom serviço à justiça! Não é dar bom nome aos advogados. Muito menos honrar uma profissão, da qual, já se diz o que diz, quiçá por atitudes destas. Não é assim que se defende um cliente! Mas é assim que se ganha fama, que se aparece no início dos processos, desaparecendo com as Sentenças ou Acórdãos. Um advogado deve pugnar pela justiça! Não usar e aldrabar. Não é por se pedir calma que depois se pode prevaricar… Quem sabe não virará lei ou jurisprudência. Mau serviço prestado a todos! Vou ali, mudar de canal, e tirar um apontamento… até terça!