Tozé Santos e Sá

Advogado

Só Rir!

O bom humor é altamente contagioso e pode contaminar facilmente quase todos os que com ele contactam.

Por cá, somos um caso em que o bom humor se torna persistente e perpétuo.

Somos os tais que em todo o lado e a todo o momento está de bem com o mundo e com tudo o que nos rodeia.

Somos “ bons-humorados” crónicos, ou não fosse Portugal um circo cheio de palhaços.

Sempre achei que nos rimos de uma boa piada e/ou de situações ridicularizantes.

Na governança, temos gente que é exímia em nos fazer rir pelo ridículo em que se transformam com as suas saídas, algumas muito limpas.

No social, apesar dos suicídios, psicoses, dependências, e luta feroz pelo não esquecimento, e até lá chegar, é só sorrisos.

Na justiça, quem resiste a gargalhar com prescrições, absolvições e penas simbólicas! Devia tirar o lugar aos 5 minutos diários do Ricardo Araújo Pereira…

Na mentalidade, muitos souberam olhar para o lado e corrigir dissimetrias, ver a vizinhança em festas continuas, a esgotar as férias da Páscoa e de final de ano. Como proverbialmente se diz, “na terra onde fores ter faz como vires fazer”.

É por isso que já se festeja antecipadamente a saída da Troika e vendo bem, este tempo só serviu para nos rir-mos dos troikanos que pensavam que vinham cá obrigar-nos a vergar a mola… lol… Acabaram por desistir e ir embora que não têm vida para nós…

Vai daí, agora já todos nos rimos juntos, porque já ninguém prescinde de um bom jantar ou de umas férias, para pagar por exemplo aos advogados que nos ajudaram….

Problema de saúde pública grave são os desempregados e subsídio dependentes, com milhares de euros nos bancos. Andam com úlceras de riso enquanto apanham sol nas praias nacionais e estrangeiras.

Por isso somos tão tolerantes, espalhamos simpatia, sorrimos e contagiamos com selfies.

Daí sermos um povo cheio de energia e motivados para o lazer. Afinal o turismo é o nosso futuro. Faltou explicar ao povo que o turismo era para estrangeiros…

Para chegarmos aqui foi preciso uma árduo trabalho de alguns minutos, em que cada português fez um acordo consigo para não se aborrecer com nada.

Acordo renovado automaticamente e regularmente e pelo qual não foi preciso pagar milhões de euros…

Ajuda essencial foi nunca procurar a perfeição que não fosse na gestão da boa vida própria nunca bloqueando, assim, a auto boa disposição. Desacelerar e aligeirar a tensão não se faz trabalhando. É dos livros, que não lemos, mas que inspiramos.

Vou ali, rir e tirar um apontamento… até terça!