Cristiano Ronaldo não esperou pelo anúncio da convocatória de Jorge Jesus que acontecerá sexta-feira e anunciou hoje, na manhã desta quinta, que abandona a seleção. 23 anos depois da estreia, de 234 jogos, de 146 golos e três títulos conquistados: o Euro-2016 e duas Ligas das Nações.
“Chegou o dia de devolver a camisola 7 da seleção de todos nós“, começou por dizer o capitão num vídeo publicado nas redes sociais.
“Nunca a senti como exclusivamente minha, mas durante 23 anos tive o privilégio e a responsabilidade de a vestir, de a defender e de a levar para estádios n mundo inteiro. Hoje chegou o momento de a entregar ao futuro“, disse CR7.
“Não foi uma decisão fácil, porque há decisões que não se tomam só com a cabeça, tomam-se com o coração“, acrescentou, dizendo que, termina assim uma caminhada que começou em agosto de 2003 e que, reconhece, mudou a sua vida para sempre.
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Como começou a polémica entre Cristiano e a seleção
A 30 de novembro, Cristiano Ronaldo, capitão da Seleção Nacional, deixou o estágio da seleção portuguesa, em Copenhaga, em divergência com o selecionador Jorge Jesus. Cristiano deixou Copenhaga nessa mesma noite, no seu jato privado rumo a Madrid.
Cristiano Ronaldo foi sancionado com 30 dias de suspensão e uma multa de 255 euros pelo seu ato de rebeldia. Apenas cumpriu seis dias da suspensão aplicada pela Federação Portuguesa de Futebol (FPF), tomando esta terça-feira a atitude que porá fim a muitas especulações, ofensas e aplausos.

