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Mãe de Luciana Abreu: “Se é para ir para a valeta, vamos juntas, como sempre estivemos”

Além de ter mostrado, em exclusivo à Move Notícias, o atestado médico que comprova a depressão em que caiu após ter sido convidada a sair de casa da filha mais velha e de ter confirmado que tentou o suicídio, Ludovina Abreu também contou à nossa revista a sua perspetiva sobre as causas que estão na base da rotura da sua relação com a estrela da SIC.

Sem nunca referir nomes, a mãe de Luciana Abreu vai à origem do afastamento da filha para encontrar explicação para o sucedido. “Sempre fomos uma família unida, apesar de algumas desavenças como acontece em todas as famílias, mas depois tudo passava. Quando as meninas nasceram (Lyonce e Lyannii) ainda mais amor havia e felizes estávamos. Entretanto entrou uma família nas nossas vidas. A Luciana começou a gostar muito dessa gente e a fazer certas coisas. Enquanto eu aceitei, tudo estava normal, quando comecei a ver inverdades e más influências tudo mudou. A minha filha não aceitava quando a alertava, chegou a dizer-me: ‘Não penses que vou acabar com a amizade desta família que me ama'”, confidenciou Ludovina para concluir depois com a certeza de que “amor verdadeiro é o amor de sangue e o amor de mãe.”

Depois disso mostrou toda a sua indignação pelas palavras que Lucy tem proferido publicamente a seu respeito, bem como em relação à outra filha, Ana Luísa. “Anda a pôr a vida da mãe e da irmã ao sol, pensa que somos nós que andamos a dar entrevistas, mas eu acho que são as pessoas que estão do lado dela… Ela está tão cega que pensa que somos nós”, defende-se e justifica, de seguida, esta conversa com a nossa revista: “Eu estou agora a dar esta entrevista, espero que seja a primeira e última. Só não posso prometer é que não irei defender-me no caso de ela continuar com esta guerra. Se for preciso contar pormenores para que as pessoas entendam quem está mal nesta história… Eu só quero que ela seja feliz, mas que não denigra a nossa vida com mentiras e insinuações.”

Ludovina prossegue com novas revelações sobre o facto de só agora ter quebrado o silêncio. “A Luciana tentou intimidar-me para não falar, mas eu só não falei para a não prejudicar, não foi por medo. Disse que fez um levantamento da minha vida, não sei que levantamento foi esse, porque eu nunca tive segredos para as minhas filhas e ela também nunca teve segredos para mim. Portanto, se ela tem segredos meus, eu também tenho segredos dela, e mais do que eu ninguém sabe. Se for para falar de tudo ou, como ela diz, ‘pôr a boca no trombone’, falarei. As razões porque saí de casa? Nunca fui má mãe, nem má avó, sempre a aconselhei, mas depois dessas tais pessoas entrarem na vida dela os meus conselhos já não prestavam e passei a ser má pessoa.”

Voltando ao momento em que foi convidada a sair de casa da filha, Ludovina contou como tudo se processou e, em diversos momentos, entra em conflito com aquilo que Luciana Abreu revelou na altura, no início do passado mês de dezembro. “Ela disse-me: ‘Mãe tu vais embora, vais ser livre, vais passear, vais gozar a vida.’ Fez isso por causa do que a outra lhe dizia. Disse-me ainda que me ia dar uma casa, uma mesada de 400 euros e um carro para viver a minha vida. Porém, a minha preocupação eram as minhas netas e perguntei-lhe como era com as meninas, queria ter acesso a elas. Agora que estavam mais independentes já me podia descartar”, desabafa emocionada.

‘Desviada’ para locais perigosos

“Comecei a achar estranho nos últimos tempos em que vivi lá em casa ela começar a dar-me uma mensalidade, de 300 euros, coisa que nunca tinha acontecido. Até aí, quando precisava de ir ao cabeleireiro ou comprar alguma coisa para mim, pedia-lhe. Saí de casa no dia 26 de setembro de 2016. Não deixei a casa em pantanas como ela chegou a dizer. Só trouxe comigo a minha cama, duas mesinhas de cabeceira, dois cadeirões em que ela dizia que eu estava sempre sentada… Realmente a partir de julho já me sentia a mais, envergonhada, humilhada e por isso sentava-me nesse cantinho a olhar para a televisão que nem estava a ver. Deu-me um frigorífico que estava lá em casa, um movelsinho da entrada, porque queria lá pôr outra coisa, um espelho, quatro cadeiras de palhinha das primeiras mobílias que tivemos, uns pratos que já tinham ido aqui do Norte, uma televisão, porque eu tinha levado as minhas coisas daqui. Foi o que ela me deu”, enumerou Ludovina e garantiu depois: “Mas nem usei nada disso, dormi lá poucas noites. Ia para casa da Luísa, não aguentava, depois fiz aquela asneira (n.d.r.: tentativa de suicídio) e foi quando vim para o Norte, a minha irmã Augusta foi-me buscar.”

As saídas de Djaló e Ana Luísa

Antes disso, Ludovina ainda ficou a Sul, mas sempre com o coração nas mãos. “As casas em que me queria meter eram em sítios perigosos. A Luisinha acabou por encontrar uma casa para mim e foi quem pagou os dois meses de renda, depois a Luciana pagou-me mais 3 meses de renda até que me telefonou a dizer: ‘Falaste, acabou’. Eu nunca tinha falado com ninguém.”

Por falar em Ana Luísa, que sempre tomou partido pela mãe e contra a irmã, Ludovina reconhece que nem sempre tomou as atitudes mais certas em relação à filha mais nova e assume mesmo que ela a avisou para o que está agora a acontecer.

“Se algum dia fui má mãe foi para a minha Luísa a quem peço perdão, muitas vezes queria ajudá-la ou ir dar-lhe um carinho e não podia, porque se o fizesse era o caos em casa, a Luciana não aceitava isso. A Luísa saiu de casa, chegou ao limite dela, dois dias depois de o Yannick ter saído também, tinha a minha neta mais nova 2 ou 3 meses de idade. A Luísa bem me avisava: ‘Tu fazes tudo pela Lucy e um dia vais levar um pontapé no rabo’. E realmente levei.”

Para trás, contudo, ficou muito mais. Ficou por exemplo a relação entre Luciana Abreu e Yannick Djaló, a quem Ludovina não tem um dedo a apontar. “No tempo do Yannick sempre houve bom ambiente, fiquei feliz por eles se casarem, de nascerem estas meninas, não fui eu a causadora do divórcio deles e é claro que gostaria de os ver felizes. Mesmo depois do divórcio o Yannick sempre cumpriu com os deveres de pai”, reconhece.

Também por isso, Ludovina não consegue tirar da cabeça a ideia de que foram terceiros a causar o seu afastamento da cantora e atriz da SIC. “A Luciana não me queria lá em casa porque uma dessas pessoas que ela diz que ama muito, dizia-me que eu tinha que ter mais vida própria, que eu era muito nova para estar sempre fechada em casa. Eu concordava, mas dizia-lhe que sempre fiz tudo pelas minhas filhas e que, agora, a minha prioridade eram as minhas netas, o que eu mais queria era acompanhar o crescimento delas. Depois, a tal amiga ia dizer à minha filha que eu me queixava, ia contar as coisas à maneira dela, acabando por conseguir o que queria, que era afastar a minha filha de mim. Nunca lhes faltei com nada quando eram crianças, sempre tiveram teto, um cobertor para se aquecerem, champô para o cabelo, luz, água… Não tinham sempre bife, mas tinham sopa. Não fomos miseráveis como ela diz. A Luciana diz também que me tirou da miséria e isso magoa-me muito, ela sabe a vida que nós tivemos. Se eu tivesse continuado aqui no Porto, não tinha deixado a minha casa, o meu trabalho e agora fiquei sem nada”, acrescenta Ludovina, agora com 54 anos.

Por vezes, mais do que as ações da filha Luciana, são as palavras que a deixam vergada a um sentimento de extrema injustiça. Sobretudo as que foram ditas nas diversas ‘visitas’ ao tribunal motivadas por esta guerra familiar que também atinge o pai da estrela da SIC.

Acusações monstruosas

“Ao fim de tantos anos, sabendo a Luciana tudo pelo que passámos, admira-me o que ela foi falar em tribunal e chegar à conclusão que foi melhor adotar outra família. Diz ainda que a minha filha Liliana, que tem agora 36 anos, que é filha do meu sogro… Eu tinha que ser um monstro para isso ser verdade. Em quê que ela se baseia para dizer isso? É a cartomante que lhe diz essas coisas. Estou cansada. Ou isto acaba de uma vez ou, então, se é para ir para a valeta, vamos juntas, como sempre estivemos. Estou cansada de ser difamada, caluniada, na televisão opinam sobre a minha pessoa sem me conhecerem nem saberem a minha história. Eles não sabem o que dizem. Essa gente devia era falar da vida delas”, continua Ludovina e acrescenta depois que, mesmo os colegas de profissão da filha mais velha, sabem que ela não está a proceder da melhor forma.

“A Luciana está no meio artístico é claro que toda a gente, que não a conhece verdadeiramente, acredita no que ela diz, mas também sei que tem colegas que dizem sim senhor com ela, mas nas costas sabem bem como ela verdadeiramente é”, acusa.

E como é que Luciana Abreu é mesmo? Ludovina dá um exemplo recente que a deixou assumidamente “revoltada”. Foi assim: “Um dia antes do julgamento, em que apareceram fotos nas revistas, eu não estava de cara baixa por vergonha. Eu estava triste como a noite por ela me ter posto na rua. Mesmo assim eu e a irmã fomos a tribunal a favor dela e ela teve coragem, quando chegou à minha beira, para as pessoas verem, de dar-me um beijo na boca. Isso foi uma facada, perceber como a minha filha era dissimulada. Antes, eu ligava-lhe para combinar ver as meninas e ela não atendia, mas na véspera do julgamento foi ela quem me ligou para ir buscar as minhas netas com a Luisinha, para passearmos ou irmos ao cinema com elas. Fiquei incrédula, mas fui buscá-las- Foi um dia muito feliz para mim e para a Luísa. Depois disso ainda fui duas vezes visitar as meninas lá a casa, mas estava a ser vigiada.”

E nem no Natal Luciana deu tréguas à mãe e à irmã. “Eu e a Luisinha telefonámos umas três vezes no dia 24 de dezembro. Queríamos falar com as meninas e a Luciana não atendeu o telefone. Tínhamos as prendinhas para lhes dar e, ainda hoje, estão lá as prendas, ainda nem sequer se desmanchou a árvore de natal. Eu não abandonei as minhas netas, ela é que não mas deixa ver. Até o meu nome retirou da escola para eu não poder entrar”, especificou para depois concluir sobre a última vez que esteve com Lyonce e Lyannii. “Estava com a Luísa, foi no Jardim dos Passarinhos. Não sabíamos que estavam lá os paparazzi a tirar fotos, foi mais uma encomenda”, concluiu Ludovina, sem perder a esperança de voltar a reaproximar-se das netas.