Tozé Santos e Sá

Advogado

Desenhos animados!

É obrigação social dar tachos sempre aos mesmos e, numa volta que gira não por ideologias, premiar por agregado os amigos e familiares lambe botas, graxistas, parasitas encostados e encrostados.

Decidir entre personagens como os velhotes dos marretas e o shrek grisalho, não será fácil.

De um lado os velhotes são tudo o que de mal ou de insólito se passa em Portugal. Há o menino sem tempo ligado às cantorias, que de nada tem culpa e tudo lhe fica bem mesmo quando se trata de ir aos nossos bolsos, sempre acompanhado do pencas, que precisa de lá ficar, não vá emergir qualquer situação que já submergiu. Mais ainda quando há um vaga ainda quente a ocupar o lugar do que saiu, e que agora vive numa casa paga com o mesmo luxo, assunto pelo qual está a investigado. Uma regalia, ser preso num espaço objeto do crime… Chama-se a isso rentabilizar.

Do outro lado, o shrek grisalho, não de animação computorizada, mas que segue o género fantasia e comédia do original. O “filho” pródigo do investigado que ajudou a afundar isto tudo. Como em muitas famílias que se prezam não se gramam um ao outro, mas preferem engolir sapos do que arriscar a que a justiça não funcione segundo os seus intentos e interesses, e poder regressar à casa de Évora.

Nada como mandar o emissário advogado para garantir que não há novos descuidos. O tal que não sabe que ter opinião pública representa não ter vida privada, que é malcriado e vive em ditadura como chefe da quadrilha.

Acabar sempre tudo na justiça é só coincidência… Um destes dias não se admirem de o super-juiz justiceiro venha a acabar como o seu homólogo Garzon encostado por um qualquer procedimento administrativo para deixar de incomodar.

Quando só vão os piores para o campo e tantos outros estão à espreita, já com a intenção de se orientar, como pode algum dia sair algo de bom?

Vou ali, ver desenhos animados e tirar um apontamento… Até terça!