Tozé Santos e Sá

Advogado

Online!

Cada vez mais gosto das redes sociais. Basicamente é um serviço gratuito de engate, auto-promoção e marketing pessoal, que possibilita ainda fazer a vida negra aos outros…

Escarrapacha-se a vida toda, ou melhor, alguns só a parte que querem, deixando à imaginação de quem vê, de como conseguem levar tal vida… Pedem-se e aceitam-se amizades, mas depois as pessoas não se falam, porém publicamente, faz-se questão de ser muito queridinho, fofinho, simpático e amoroso.

Criam-se páginas e perfis, falsos ou não, só para cuscar ou infernizar a vida de pessoas próximas ou de quem não se gosta. Pedem-se likes. Mente-se descaradamente, quer quanto a relações quer a locais onde se está e o que se faz. Postando tudo, ou melhor, o que lhes interessa.

Aproveita-se a cobardia do oculto para falar mal nas costas, dizer tudo e chamar os amigos para ajudar a tocar a música.

Seguem-se pessoas que nem se conhece e estabelece-se contactos com as figuras públicas, tentado obter dividendos com essas e outras amizades instantâneas. Quantos lares são destruídos e potencialmente desalinhados fomentados por seres que são tão simpáticos e porreiros “publicamente” online?

Copia-se tudo o que se pode num faz de conta que arrasta multidões, criando mentalidades de facilitismo a todos os níveis, sobretudo quanto ao modo de vida.

Há mil solicitações, enganos e embustes sem conta! Perdem-se assim quase todos os minutos do dia agarrados a futilidades e a realidades imaginadas e imaginárias. Homens massacram as mulheres que certamente gozam e sentem-se poderosas.

Pior é quando não toca só aos outros uns vídeos umas identificações em fotos e se descobre a careca, as carecas e algo mais…

Mentes tacanhas ou habilidosas que usam e abusam da capacidades e funções para enganar, dissimular, vendo e respondendo ao que lhes interessa mas deixando apeados os mais próximos, se tal lhes der jeito. Escondem-se atrás da falsa moralidade e honestidade.

Vive-se em função dos outros. Muito se “internetiza”, pouco se vivência. Muitos aprenderam a ser felizes assim na decadência de valores. Alguns nunca tiveram oportunidade de viver. Tudo gira por interesses egoístas, assim na vida como na net.

É talvez a melhor forma de democracia individual e a pior forma de democracia coletiva… em todo o mundo, infelizmente.

Vou ali, “netizar” e tirar um apontamento… Até terça!