Já é quase um cliché, pois é.
Falar sobre a beleza da cidade do Porto, a moda que hoje a “persegue” está na ordem do dia… Mas não é possível olhar para a cidade, particularmente, nestes primeiros dias de sol acolhedor sem lhe dar mais uma palavra de apreço.
É incrível olhar para esta cidade! Não há dúvida que há muita gente que se não vivesse cá e só a visitasse como turista, ia dizer que foi um dos melhores destinos do mundo onde já esteve! Ele é prémios de melhor destino, prémio destino gastronómico, vibrante capital das artes e até cidade dos mais felizes… a coisa não pára.
Um porto belo cheio de luz e ruas que quase falam connosco, não sentem isto tantas vezes? Com uma paz ao nascer do dia, espelhada num mar que está sempre aqui ao lado e faz tanta falta não ver, misturada com os mais resistentes da noite anterior que ainda caminham animados ou mais ou menos segurados, pelas ruas da cidade. É assim que colam a animação da noite aos pequenos almoços da manhã onde se misturam as gentes num cenário curioso que nos mostra que a cidade não pára.
É impossível dizer tudo o que temos vontade quando falamos de tantas coisas boas! Basta parar, olhar para um lado e para o outro, para conseguimos ver edifícios cheios de história recheados de produtos inovadores que vivem totalmente em harmonia neste choque entre passado e futuro. São lojas cheias de charme, espaços e recantos cheios de histórias. As casas mais antigas onde agora brotam cafés e restaurantes com jardins incríveis que é quase crime não conhecer! E a comida? A comida… Uma cultura gastronómica que faz parte de nós, por todo o país e que quase vicia quem passa por cá. Acho mesmo que se pudessem dar cá um salto sempre que tivessem vontade de voltar saborear alguns dos nossos pratos e petiscos, estávamos em overbooking permanente. Por mim, fazia roteiros destes petiscos quase todos os dias!
É uma cidade assumidamente na moda, cheia de confiança, que se transforma a cada hora do dia acelerando com o passar dos minutos e culminando num frenesim cheio de ritmo, numa noite que é já uma referência no país. E não é só no nosso! Se o S. João é já uma imagem de marca do Porto, agora é S. João quase todos os dias tanta que é a mancha humana espalhada pelas ruas da baixa! E que bom que é ver que vai quase dos 8 aos 80, num novo aproximar de gerações que tem vindo a mudar a cada década que passa.
Não vai ser nunca um lugar comum falar do Porto. Deste Porto que é de abrigo, que não é nosso, é do mundo… mas que para cada um de nós que faz dele casa (mesmo que não viva cá) é sempre mais um pedaço de nós. E não o é por obrigação, é com sentimento e emoção, uma paixão.
“É preciso que as engrenagens girem regularmente, mas elas não podem girar sem serem convenientemente cuidadas”. In “Admirável Mundo Novo” Aldous Huxley
