Com a revolução social troikiana, veio clarificar-se a sociedade portuguesa. Ficamos com os pobres. Poucos na realidade o serão, a maior parte são pessoas que desistiram de lutar. Num país justo teriam motivação e hipóteses de ser alguém…
Depois, os pobres de rendimento mínimo. Estes exigem subsídios, casa ofertada e demais direitos, como se de gente trabalhadora se tratasse. Os seus deveres são, (e já é um transtorno enorme) ir aos CTT todos os meses. São os subsidio dependentes para quem nós trabalhamos. São os que tem tudo com o sacrifício de todos. São os inteligentes que nos fazem de parvos…
Com a classe média a caminho da extinção, quem não guardou algum onde possa ir buscar agora, não se vai conseguir manter. Trabalham e não vêm uma solução, mesmo cumprindo e pagando os impostos…
Ficam as miúdas e os miúdos gigolôs e prostitutas, camuflados ou não, que pensam que enganam todos os que os rodeiam. São sempre denunciados pela incapacidade de se gabarem e mostrarem o quanto são (in) felizes. A quantidade incompreensível de fotos nas redes sociais, selfies, bolsas, malas, viagens, passeios de barco, etc. Compreende-se que, a estes, não reste tempo para o esforços laborais ou para produzir nada que não lhes advenha da condição de ter sexo em troca de bens materiais.
Outra classe cómica são os ricos do rendimento mínimo. Ricos de fachada, insolventes sem crédito, mas arrogantes… Alguns a coberto do aparato das velharias que ainda detém, ainda que muitas dela, já de penhor. Vivem alucinados e saudosistas à pala de um sobrenome falido que já nem os seus pais podiam ostentar. Por vezes, aproveitam para usar o nome e confundir, pois nem são daquela “tal” família, são bastardos.
Também temos os ricos. Esses vivem uma realidade em grande parte frustrante, sem afecto verdadeiro. São a bênção dos psiquiatras. Vivem e gozam mas têm uma família desintegrada, filhos perdidos no mundo dos vícios…
Sobram os jogadores da bola, excluo os pseudo-jogadores que são 95% dos casos, ainda que estes se esforcem por usar o estatuto e não poupem os poucos euros que têm para viver 10 anos de mediania e 40 de pobreza.
Existem ainda os banqueiros, políticos, e afins, todos muito ricos, a roubar muito, e cuja consciência só pesará nos poucos que têm de sentar o “rabo no mocho” e ouvir uma sentença judicial, ainda assim quase sempre favorável…
Vamos continuar a levar a vida que isto não esta fácil para ninguém…
Valham-nos as festas populares para sair à rua, ver gente, gastar algum…
Vou ali, nem sei que faça, e tirar um apontamento… Até terça!
