Tozé Santos e Sá

Advogado

Mundo (in) justo

Começa aquilo a que chamo de autêntica e despudorada provocação nas redes sociais.

Chega o calor e é ver gente e mais gente na praia, em sunsets, piscinas e jantaradas!

Afinal esta malta só sabe trabalhar para o bronze! Bendita crise! Não haverá crise apenas para quem trabalha, estuda e verga a mola?

Como se sustentam é uma incógnita, ou segredo, que gostava que partilhassem.

Já sei que, a vida de alguns é um jogo do esconde, convém mostrar que se é feliz e se vive bem e esconder como se alcança essa fortuna, omitindo a realidade.

Talvez terão de fazer qualquer coisa para viver assim, daquelas que não se podem divulgar no fórum aberto das redes sociais.

Vamos acreditar que uns brilham, um brilho baço, de pouca duração, porque o mundo anda muito rápido e há sempre a renovação do stock geracional e a perda da novidade… E que outros viverão muitos anos em alta de tranquilidade consigo mesmos, de orgulho pelo alcançado, porque merecem…

Acreditemos que, num futuro justo, vence quem trabalha, produz, estuda e perdura além de um momento…

Utopia com certeza. Haverá sempre quem não fazendo nada de útil à sociedade consiga viver do corpo e de expedientes…

Não é fácil viver sentindo-se injustiçado e lutar contra a desigualdade.

Pagar impostos para artistas que nada fazem. Carregar ao colo esses desocupados por iniciativa própria que ainda se orgulham e ostentam, a miséria de gente que são.

A superação das dificuldades deve ser uma mais-valia. Esperemos por um Portugal justo. Se assim for, um dia tudo mudará. Quem será invejado nesse mundo justo, serão os fortes, os preparados, os que no fundo, fizeram por isso…

Vou ali, FORÇA PORTUGAL, tirar um apontamento… Até terça!