Hoje é dia de Portugal, esse país que se diz democrático. Como pode o povo descer tão baixo, de princípios, de mentalidade… Como são fracos os que deviam ser exemplos…
Tantos vivem em dualidade intelectual, em hipocrisia, em demasiado chove não molha, um pela frente outro pelas costas, na tentativa de se safarem, de preferência sem vergar a mola.
Por que caminho ficou a coragem do povo descobridor, do povo destemido e frontal…
Inundação de hermafroditas que não são carne nem peixe, só egocêntricos a passar por cima de tudo e todos para o bem próprio. Confundem opinião com opressão.
Porque tem de ser diferente o povo quando as altas figuras e supostos exemplos se vendem a troco de poder, posicional social e económico.
Gente assim é a que se safa. Quase nunca são desmascarados, perduram décadas em vidinhas inertes.
Muitos não entenderão estas palavras, já se desabituaram a palavras incómodas de quem diz o que pensa, de quem lhes pode alterar um milímetro da sua existência pomposa.
Estes intocáveis que não economizaram no passado movimentam-se cada vez mais na teia dos interesses, da falta de honestidade…
Pode-se perder tudo menos a pose e a visibilidade. O que interessa não é trabalhar mas andar de cargo em cargo.
Os outros são alucinados, sofrem repressões, tem medo, deixam de poder tomar posições, decisões, dar opiniões. E o Portugal democrático onde vence o mal sobre o bem, os sem personalidade, os vendidos…
Não têm mérito, são mais uns coitados que pensam em ser alguém…
Deixei de acreditar em ficção.
A ficção não é mais que a realidade, uma realidade escondida. A ficção é essa realidade com nomes de intérpretes alterados, mas reais…
Vou ali, relembrar o que já fomos e tirar um apontamento… até terça!
