Continuam os reality shows, cada vez a febre é maior. Os já profissionais concorrentes do costume vão a todas para se manter à tona, e os que também querem ser.
Que deprimente espetáculo! Que pobreza de espíritos! Até onde vai esta segunda divisão de gente que pensa ser famosa!?
Alguém lhes diga que ser famoso não é profissão, é consequência de ter profissão.
Trabalhar vem no dicionário, ao menos ler devem sabem, mesmo mal, consultem um dicionário…
Festinhas, inaugurações, vestidos e sapatos, telefonemas a oferecerem-se para ser “cara” ou promotora de uma marca e “chular” patrocínios não dura uma vida, nem dá sustento aos filhos. Isto para quem não se esquece que os tem, excluindo o uso daqueles para as selfies…
Estudar! Adquirir cultura! Ler! Não interessa nada, e cansa mais que estar deitado ao sol ou no solário. É que nem ajuda para ser ridicularizado publicamente e, por isso, não vende…
Igualmente triste são as crescentes autoproclamadas vedetas da TV por cabo. Com salário mínimo no bolso, sujeitas a maus-tratos vários, verticais e horizontais, sorriem e promovem-se como se estivessem na passerelle dos óscares.
De tudo fazem para não perder o glorioso lugar na cabo em frente a uma câmara ligada para as mostrar aos 10 espectadores, audiência assídua do canal, isto já contando com a família próxima.
Importância só lhes dá uma revista, dita elitista e distinta… Valor não têm, já deslumbramento têm demais!
Serão postas de lado assim que surja outra para o seu lugar que agrade mais à direcção. E todos os dias há candidatas…
Entretanto vão-se expondo mais ou menos vestidas, falar de namorados e, depois de andarem de mão-em-mão, agrava-se a depressão.
Mas lá conseguem os 15 segundos de, suposta, fama. Valerá a pena? O cochicho maldoso nas costas, as palavras graves, a família…
O que lhes vale é que poucos sabem a realidade. Aparentemente, os sorrisos são sempre os mesmos.
É o mundo do parece ser, do faz de conta, do que não é, em que quase nada é o que mostra ser… Mas se são felizes assim continuem… Cá estaremos para ver e ajudar…
Se falo é porque tenho pena, é porque quero alertar quem anda tão cego que não quer ver, e que vai pagar o preço, elevado…
Vou ali, trabalhar e tirar um apontamento…
