O futebol não é um desporto qualquer. O campeonato do mundo é um dos maiores eventos de todo o planeta. Devia ser encarado como tal.
O comportamento dos nossos líderes, dos nossos protagonistas políticos e desportivos é o espelho daquilo que nós somos.
Tanto uns, como os outros, ignoraram a importância da nossa bandeira, da nossa Nação. Nenhum esteve presente, ainda que alguns tenham lá estado.
Goste-se ou não, estão demonstradas as assimetrias que nos distinguem de outros, dos que mandam no mundo. Isso nem nos importará desde que os outros trabalhem para nós termos boa vida. Problema é quando nos pedem contas… Sempre foi comum criticar quem é melhor. A psicologia explicará como uma tentativa de valorização própria pelo rebaixamento dos outros. Facto é, que esses tais mostram e provam transversalmente que são melhores.
Desta vez foram para o Brasil um grupo de bailarinas vaidosas, abastadamente sentadas na fama, reflexo do que são os conceitos e a mentalidade de grande parte dos que cá ficaram. Estes que só querem fama, visibilidade, bons carros, férias, tudo sem o esforço e a dedicação que não sejam umas pinturas faciais, penteados elaborados e descanso na horizontal.
Como povo cansado, esquecemos o planeamento, a organização, o profissionalismo, o ser metódico. E talento sem isto não chega, alguém vos diga. Penso que nem assim aprenderam… O maior cego é aquele que não quer ver e quem manda não quer ver, porque pode perder o poleiro…
Por isso reclamamos de quem tem, de quem faz. A culpa sempre de terceiros.
Esquecemos de mudar a génese e somos mesquinhos e invejosos, cobiçamos o alheio, não quanto aos meios, mas só quanto ao resultado. É o viver de aparências finais…
Mesclado, ainda temos tempo para rechear os bolsos próprios e o dos amigos. Talvez por isso o estágio em Campinas por sugestão de um ex-jogador da lagartagem. Amizades financeiras…
Problema grave é que a maioria não entende porque uns treinam a sério e não têm folga, mesmo ganhando. Para esses a distinção valorativa positiva está nos valores e sinais exteriores de riqueza, nunca no trabalho!
A nossa realidade é pobre e inferior. Contrasta com aqueles que foram descobrir meio mundo em condições que só quem sabe sentir a letra da “Portuguesa”, terá noção e poderá dar valor ao que já fomos e ao que deixamos de ser.
E só falamos dos outros para não nos vermos, tamanha é a nossa vergonha!
Vou ali martelar no São João, e tirar um apontamento… Até terça!
