Como sou, novamente, estudante, e dizem que com espírito de criança, voltei à queima.
Ao fim de duas décadas, continuam a tocar os Xutos e Pontapés! Podia pensar portanto, que nada mudou. Mas mudou.
Já não há lama feita de vinho de uva e terra batida, por isso, agradecemos ao ex-presidente da Câmara do Porto gostar de carros antigos. Muitas casas-de-banho não impediram o recurso à mãe natureza, nem às poucas situações gregorianas.
No entanto, continuam a proliferam vários desportos físicos, com o auge no pugilismo.
Conversas da treta copofónica são idênticas a uma qualquer romaria de fim-de-semana à noite na baixa portuense, bem como o ambiente. O que era festa de estudante, já não é só para, e destes. Muitos outros se infiltram desvirtuando o conceito. Compras on-line e sem desconto de estudante…
Espaço multifunções. Alugam-se barracas e tendas a marcas várias que fazem concorrência desleal com as típicas e toscas armações de madeira. Transformaram o queimodromo num parque de diversões idêntico a uma feira qualquer deste país.
Não sei onde vai parar esse dinheiro, sei que alguns representantes da federação académica não vivem mal.
A presença de muita segurança e polícia afugentou os candongueiros, para tristeza dos mais impacientes, que não queriam passar horas na fila. Agora há que ficar numa fila a ver os inteligentes a entrar lateralmente, que não estudantes, mas uns páreas de brinco e boné a rapper, os que escondem a sua falta de capacidade intelectual com a vontade de parecer/pertencer ao que não são.
Não sou saudosista, muito menos acho que as coisas devem ser imutáveis, mas facto é, que antes tínhamos estudantes a beber demais e estrutura amadora de cariz voluntária.
Agora sobra em estrutura profissional com veia financeira e económica.
Onde antes era sorrisos e ofertas típicas de um ambiente saudável e amigo, agora é negócio de alguns…
Vou ali, a Turim… tirar um apontamento… Até terça!
