Como tugas e bons alunos que somos, já antecipamos a saída da troika. Voltamos a esgotar as viagens para as férias da Páscoa! Afinal temos esse direito, pois quem trabalha não é mais do que nós.
É sinal de que, para o povo, os sacrifícios pertencem ao passado e podemos continuar a fazer vida de rico.
Alguns, a grande maioria, verdadeiramente nem chegaram a sentir os sacrifícios.
De facto os carros de gama alta sempre continuaram a sair e nem se pode dizer que é por via do sorteio fiscal das faturas…
Sempre tivemos esta genética de viver em ostentação, preocupados demais em mostrar que podemos, sem poder. É triste mas é assim.
Agradecemos também à Justiça por isso. A lentidão com que funciona permite todo o tipo de fugas. As leis que são feitas, algumas por encomenda, fazem o resto.
As insolvências fraudulentas estrategicamente preparadas salvaguardam bens e enriquecem os próprios e os administradores de insolvência.
Os ricos e poderosos, que vivem na rotatividade do poder no bloco central político, com amigos bem colocados, continuam a safar-se de “ir ao mocho”.
Quando vão, são sempre inocentes e vitimas, os juízes enganam-se, a Relação ou o Supremo resolvem a seu favor, os processos prescrevem e, despudoradamente, mostram-se ainda assim indignados e injustiçados… Continuam os jobs. Quantos familiares de políticos estão no desemprego?
Valia a pena fazer o estudo… O senhor do banco BPI já colocou o seu filho de 23 anos a assessor de ministro por uns míseros 3 mil euros/mês.
A crise é para mais 20 anos, mas, pelos vistos, não se aprendeu nada…
Quem controla esta vontade de consumismo/riquismo e mentalidades portuguesas? Quantas gerações mais viverão na fantasia?
Vou ali, viajar… e tirar um apontamento… até terça!
