Todos os dias agradeço às mulheres a sua existência e, sobretudo, permitirem aos homens ficar em cada ano com 364 dias internacionais do homem.
Deve ser por isso que as acho generosas, altruístas e tão boas.
Deve ser por isso que se fartaram de festejar o dia 8 de Março e passaram o dia entre “selfies”.
“Lettering” a acompanhar, doutoradas que são na arte de auto-promoção e valorização dos atributos físicos. Nasceram com o dom, culpa de homens babões que as estragam…
Bonito o jogo da rentabilização do embuste entre o, “eu sou um querido”, deles para elas, cheios de atenção e consideração pela data e o, “eu sou uma querida” delas para si próprias e para eles, mostrando assim serem seres cheios de princípios puritanos e virtudes.
Só mesmo as mulheres para aguentar tanta injustiça de ficarem com um dia, quando merecem todos, já que foram elas que desde o início dos tempos foram desbravar caminho e trouxeram conhecimento.
Mulher manda! Vencem pelo cansaço da matraca que não silencia e pela generosidade de não tratar da roupa, não cozinhar, amuar e não falar – terrorismo psicológico não bélico.
Irrefletidamente há quem pense mal delas. Normalmente, as do mesmo género.
Lamentam-se de amigas falsas que lhes roubam os namorados, por isso é que tantas se acham guerreiras…
No dicionário de português uma mulher é um ser humano, adulto do sexo feminino. Daí conhecerem-se poucas.
Faltam mulheres de verdade. Machismo é mau, feminismo é virtude! Igualdade é criar desigualdade. É festejar um dia porque se é superior ou princesa, conforme o que umbilicalmente interessa. Exigem ter o melhor de dois mundos…
Especiais, sem dúvida! Ao celebrar o dia, só se auto-descriminam. Ganham em flores o que perdem em dignidade. Enquanto festejarem a desigualdade não terão igualdade…
Não as endeuso, só respeito. Só respeito as que se dão ao respeito. Por isso não me dão muito trabalho…
Um dia disse: “Amo-vos tanto quanto vos odeio”.
Vou ali, ver Mulheres…e tirar um apontamento… até terça!
