Tozé Santos e Sá

Advogado

Carnaval

Por estes dias dei comigo a pensar porque, ainda, se festeja o Carnaval.

Isto, para além do facto de todos os meses inventarem uma festa/despesa extra para os nossos pobres bolsos.

A dita teve origem na Grécia antes de Cristo e está relacionado com a ideia de deleite, dos prazeres da carne.

Eram três dias do vale tudo! Bom!

Precisamente o que me faz confusão. Porque querem acabar com o regabofe do povo?

Percebo que naquela época fossem preciso uns dias para os machos mudarem de identidade e poderem amaricar com consentimento geral. No fundo, disfarçadamente, terem dias de saída do armário.

Nos dias de hoje já podem casar e quase adotar, por isso a cúpula nos retira o feriado.

A inversão de valores levou a inversão dos feriados.

O lobbie gay, muito bem consubstanciado nos representantes que elegemos para a Assembleia da Republica, onde estão em maioria, melindrou, e vai daí a cortar o feriado.

Que é isso de ter três dias. O ano todo é que é, pensam os ilustres representantes.

Como apaniscam o ano inteiro esquecem de quem ainda não pode…

Felizmente as câmaras municipais preferem mariquices só por três dias, e devolvem ao povo o que é do povo.

Aprendam! Não se rouba o dia a quem anda todo o ano, no recolhimento de suas casas, a calçar um sapato de tacão alto para ficar com os gémeos duros e de mulher…

A culpa é da malta que vem confundindo deleite como gozo aos políticos… Coisa engraçada mas sempre desconfortável.

Ainda bem que vivemos em democracia, é Carnaval e ninguém leva a mal.

Vou ali, sem máscara… e tirar um apontamento… até terça!