Fado
Agora que nos reabituamos, vamos continuar a assistir ao choradinho constante.
Tudo se queixa mas na prática tudo, parece viver bem neste país. O que só me alegra.
A giza de uns jogadores de futebol que tiveram milhões na mão, gloriosamente esbanjados com vidas faustosas, andamos uma semana a ver reportagens, com a tradicional voz de dor e música a condizer. Gastaram-se muitos lenços de papel o que, lá está, impulsiona a economia.
Outrora abastados, agora vivem à custa de subsídios, que todos nós pagamos…
Miséria a mentalidade curta da humanidade.
Sorvedores de dinheiro, estes ainda tiveram tudo, fama, glória, dinheiro, mulheres, bons carros, boa vida. A maior parte dos plebeus, só em sonho.
Depois, já se sabe, quando corre mal a vida, malas à porta. Como casa onde não há pão… quando a carreira vai para o ocaso umas senhoras que, durante anos foram humilhadas, em privado e em público, por atitudes dignas de quem anda com o rei na barriga, ficam com metade e, ao que consta não precisam de subsídios…
Eu não quero pagar a falta de cabeça destas e de outras gentes! Gosto de pensar que tenho coragem para o dizer. Não sou cordeiro que segue pastor. Falta autoanalise critica ao nosso povo.
Sempre entendi que, a reforma é um subsídio, não um ordenado. É assim na lei. Por isso, faz-me muita confusão perceber tanta reivindicação de quem, tendo vivido uma vida de chapa ganha chapa gasta, pretende perpetuar regalias.
Já se sabe que os ricos são privilegiados e os pobres recebem, e vivem, de subsídios.
É assim. Mas, é diferente ser pobre ou colocar-se na posição de pobreza…
Não há que tremer na liberdade de opinião e nas atitudes. Gosto de coisas improváveis. Gosto, porque me inspira e satisfaz…
O céu já não é o limite, já devem ter percebido que pisamos a Lua e estamos quase em Marte.
Mas, o nosso mundo continua assim, um faz de conta constante e um triste fado.
Na sociedade tudo tem um preço e nós temos o Portugal que queremos e deixamos ter…
Vou ali, trabalhar…, e tirar um apontamento… até terça!
