Tozé Santos e Sá

Advogado

Pai Natal

Como o tempo passa tão depressa e nada muda… Está o frio do Natal e ainda ontem estava o calor das férias.

Não será pelo frio que não sou fã do Natal.

E, nem nesta altura, deixo a cegueira que em alguns, todo o ano premeia.

À parte a histeria de demasiados consumistas, que acaba com a abertura das prendas e expectativas frustradas com o conteúdo das mesmas…

A hipocrisia social de gente que só se lembra que conhecem outros nesta época. Cuja cosmética de imagem dura, e nem em todos, algumas horas…

Antes, no trânsito, o espirito natalício já não mora…

Na solidariedade mediática porque visível de alguns… Desconhecedores de que importante não é convencer com palavras em circunstância, é surpreender com atitudes, todo o ano…

Há famílias, amigos, que não estão juntos, estão longe, (hoje mais por hoje razoes profissionais e económicas). Esses saberão dar valor à distância, a estar com as pessoas em certos momentos.

Para outros, ainda mais desfavorecidos, Natal é um dia igual aos outros…

Continua a haver guerra, falta de comida na mesa, oceanos de distancia entre si…pessoas que não podem dar um abraço.

Privilegiado, para mim chega um abraço… Esse é o espirito, devia ser…

Enquanto os valores não mudarem, meu querido Pai Natal, mesmo de vermelho e branco trajado, até tu estás despedido, por incompetência…

Amanhã, tudo como ontem…

 

Nota:

Um dia de Natal feliz a todos!

Vou ali, às rabanadas, e tirar um apontamento…ate terça!