A poucos minutos da Europa existia um país chamado Portugal.
Um dia esse país não tinha dinheiro, mas os pobres continuaram a pagar, os jantares de gala em Belém, o rombo nos submarinos, os desfalques dos bancos, as heranças dos ministros que enriqueceram enquanto governavam, juros usurários aos amigos salvadores…
Esse país julgava um servo da plebe por roubar uma pizza (acho bem, não é que não me apetecesse comer de borla todos os dias), mas não julgava a nobreza. O garante da legalidade pedia-se 9 anos, para esse, e a absolvição para os outros.
Incobráveis e insolventes eram bem vistos e legalizados. Uma instituição em pujança, quer se tenha a nota noutros paraísos, quer no próprio bolso ou quer se faça de conta que se tem…
Promete prisão para quem deve à Segurança Social. Mas, quem mais deve é quem mais tem e, por isso, inunda ansiedade para ver… nas cartas, já se viu um aumento inopinado na construção civil. De facto, com as cadeias superlotadas, a solução passa por ser usar os recreios para os párias e construir hotéis Michelin para os que mais devem.
Nesse Pais, desempregados aumentam a um rimo menor que os 25 mais ricos. Estes, relaxadamente, ficam mais ricos que os mais ricos dos países vizinhos.
Tinha estaleiros navais e a maior orla marítima da europa, mas pagou para não ter.
Vendeu por 7 milhões, pagando 30 milhões para comprarem. Vendeu a quem tem o dobro do passivo. Assimetrias da vida, completamente justas e compreensíveis, no bolso de alguns.
Esse é o país onde, proverbialmente se gosta, e tem, de se chupetar, por isso se chora muito.
Nesse país em crise, a playstation 4 esgotou numa hora! Para satisfazer o vício do lazer cultural, lojas abrem as 00,01h!
Vivas ao Pais do Zé do Bronze, o tal que ganhava dez e gastava onze. O tal que ainda anda por cá…que veio para ficar…
Nota:
Começo a sofrer de agorafobia, medo de estar entre multidões…
Vou ali, ter com o Zé, e tirar um apontamento… até terça!
