Há dias perguntaram-me: “Dada a atual situação do país, concorda com a tolerância de ponto para a véspera de Natal e de Ano Novo no período da tarde?”
Alguns dirão que a economia perde e sofre com a paragem.
Entendo que só há uma forma de fazer com que alguém faça alguma coisa. E isso é preciso que esse alguém a queria fazer. Impor não é o caminho, sobretudo quando se mexe com mentalidades instituídas e a genética de um povo, ainda mais o nosso…
É, assim e a meu ver, uma decisão inteligente. Rara para os lados de Belém.
O efeito prático parece-me quase nulo.
Vejamos: Os privados estão fora das contas, a justiça e a educação estão de férias, a saúde e segurança com serviços mínimos, a área da política sempre foi de maus alunos e gazeteiros parlamentares. Sobram as finanças e impostos e, a esses, o povo agradece que deixem de mandar notificações, nem que seja por umas horas. Mais, se forem notificações para pagar o que já foi pago ou pagar o que não se deve.
Evita-se assim uma desobediência generalizada. Até porque esta vem sempre acompanhada de explicações múltiplas, aproveitamentos percentuais e questiúnculas, tao desnecessárias à mesa com o bacalhau e o peru.
Já chegam os feriados e as pontes que nos sonegaram. É que, para os/as aproveitar como merecemos, pediam-se créditos para mais tarde nunca pagar. Isto sim foi um abalo na produtividade…
Devemos trabalhar mais, mas enquanto existirem os subsídio-dependentes profissionais e/ou fraudulentos, escasseia vontade…
Contas feitas, só os da Troika amuam. Bom, é que só chateiam para o ano, pois até lá, estão a viver de rendimentos usurários nas Maldivas. Coitados sofrem dos ossos devido ao frio…
De qualquer forma, manda a educação que se diga obrigado por nos darem o que é nosso…
Tenho cá para mim que a desobediência não é coisa desengraçada… Paciência!
Nota:
O “Move Noticias” renovou-se! Parabéns! Sucesso, mais…e obrigado!
Vou ali, gazetear, e tirar um apontamento… até terça!
