Acho muito bonito casar e ter filhos.
Tenho visto, infelizmente, que já não é de amor que fala a união.
Mais de interesse. Conveniências. Simulação mental. Aparências.
A parte económica e financeira agregada ao facilitismo com que se muda o chip, ao despudor com que se muda de lençol, faz desacreditar. Já nem “pelos filhos” se mantem o status.
O “amor e uma cabana” há muito que cederam ao pragmatismo das contas a pagar, à vida boa, à ilusão da galinha do vizinho…
O amor é chegada. O amor é encontro, é dia e noite. Deve ser.
Se fosse tudo, sempre e simplesmente, toque e calor do corpo. Um ao encontro do outro. Desejar com intensidade. Tudo seria diferente.
Soava bem, definitivamente, soava mais fácil só haver amor, e a vida teria sido, seria, melhor…
Não é possível. Então, devia ser conjugável. Não nos deixaram. Não nos deixamos.
Acho muito bonito casar e ter filhos. Mas acho que se deve saber onde se esta a entrar e o que se vai encontrar, a todos os níveis, familiar, económico, financeiro, social, meio ambiente. Tudo isto é casar. Se deveria ou não ser…
Amor desinteressado e interessado.
Amor montanha russa, nunca! Não é bom. Corrói. Destrói. Mata.
Estar solteiro e disponível para a vida e bom, mas será que chega…
Nota:
“ Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem”.
Santo Agostinho
Vou ali, pregar e tirar um apontamento… ate terça!
