Todo o ser humano tem uma parte boa e outra má.
Convém que a boa, seja infinitamente melhor do que a má. Mas não é.
O que se observa hoje em dia é a existência de sobreviventes. Pessoas que não vivem sobrevivem. Nada têm, mas aparentam.
Há-os em toda a sociedade. Contas para outro rosário.
Muitos, no que diz respeito ao suposto “social” aparecem nas alturas chave: Moda Lisboa e Portugal Fashion.
E é ver as donzelas de encontros fáceis a prestar e cobrar favores para aparecerem nas revistas da semana seguinte. Sonsas debochadas. Algumas que mal falam. Só sabem sorrir. Colocarem-se em poses. Dizer banalidades.
Caquéticas. Plastificadas. Empoeiradas.
Roupa, sapatos, joias, emprestadas ou angariadas com esforço e devoção semanas antes. Aquelas que não são fruto do suor árduo dos lençóis ou de viagens furtivas ao estrangeiro.
Essas viagens também ajudam na autopromoção, venda de serviços. Tão sorridentes! Que alegria! Faz parte do ofício. Atenção que também existem os falidos, aqueles que tudo fazem para aparecer e conseguir a tal foto, não vá alguém descobrir aquilo que todos já falam “à boca pequena”.
Pouco disfarçadamente, os esquecidos, assentam arraiais, não se sabe se para terem de comer durante os 3 dias dos certames.
É gente fácil, de vida, de rua. Muitas vidas. Chegam muitas vezes longe!
Têm valor. Conseguem ver premiada a mediocridade.
Basta-lhes para enganar mais uns durante meses. Troca de favores. Tu dás o que eu quero e eu dou o que tu queres. Visibilidade, versos sustento. É um modo de vida.
Estúpido e parvo é a quantidade de gente ignorante e insignificante que deseja viver assim.
Que é isso de dar valor a quem trabalha, estuda, esforça-se e paga impostos?
Credo! Isso era tirar-lhe o seu lugar na revista. Inadmissível! Já basta aquela gente dos reality…
É tao mais fácil a horizontalidade. Jantares e uns croquetes bem regados. O vale tudo já é atividade árdua.
Galdérias e gigolos. Viciados. Amigos estridentes. Bizarros para lá do dar nas vistas. Ser-se normal já não é bem visto.
É triste que “vendam” ao resto da sociedade estes exemplos. Pior, é que estes os queiram imitar e desejem o seu lugar, com fobia intensa…
Como bom tuga dá-se valor ao que vem de fora. Como bom portuense dá-se valor ao que vem de Lisboa. Em segunda mão… Ostracizamo-nos e damos demasiado valor áquilo que não tem…
Roupa? Sim, mas antes ainda os manequins… É só o que gosto de ver, confesso. E sou dos raros heterossexuais das paragens.
Terra pequena faz pequena a sua gente!
Nota:
Nem a propósito, qual a etimologia da palavra trabalho?
A palavra trabalho vem do Latim tripalium, que significa castigo. Fato bem pertinente, pois muitas pessoas consideram o trabalho uma verdadeira tortura.
O tripalium era uma espécie de estaca que era fincada no chão para servir de tronco para o castigo dos escravos da Idade Média.
Não obstante, para alguns, poucos, a interpretação de trabalho é feita pela positiva, é uma atividade que engrandece o homem e lhe dá a oportunidade de progredir na vida.
O trabalho é, portanto, gratificante!
Vou ali, trabalhar, e tirar um apontamento… ate terça!
