Morreu esta sexta-feira, 16 de outubro, o jornalista e escritor Joaquim Letria, tinha 82 anos. Embora debilitado há algum tempo, não estava doente.
Joaquim Letria nasceu em Lisboa em 1943, ingressou no jornalismo em 1962, iniciando a carreira no extinto Diário de Lisboa. Foi repórter da Associated Press e correspondente da agência Deutsche-Presse Agentur até 1970. Mudou-se para Londres, pouco depois, para trabalhar como programme assistant na BBC.
Em 1974 regressou a Portugal, no pós-25 de Abril, para ser director de informação na RTP.
Por entre saídas e regressos da estação pública, passagens por rádios e redações, “em 1978, regressou à RTP para fazer e apresentar o ‘Informação 2’, telejornal do segundo canal da televisão estatal. Foi neste período que criou os dois programas de televisão que o tornaram mais conhecido em Portugal, o “Directíssimo” e o “Tal & Qual”, que misturavam informação com entretenimento. A rubrica “Apanhados” apareceu, em 1979, no “Tal & Qual””, conta a biografia da Porto Editora, que recorda que, com a vitória eleitoral da Aliança Democrática em 1980, Joaquim Letria foi afastado da RTP à qual regressa nos anos 1990.
Fundador do jornal “Tal e Qual”, do semanário “O Jornal” e revista “Sábado”, foi membro da equipa fundadora do “Expresso”.
Foi também escritor, publicando várias obras como A Verdade Confiscada (1998), Pequeno Breviário Jornalístico (1999) e, o mais recente, publicado em 2023, A Arte da Crónica. Foi ainda professor, e foi também militante do PCP aos 16 anos, tendo pertencido ao partido durante os oito anos seguintes. No final de 1980, colaborou na campanha de reeleição de António Ramalho Eanes e assumiu o cargo de porta-voz da Presidência da República até 1986.
Foto: Reprodução TVI
