O Estrangeiro chega ao grande ecrã. O clássico de Albert Camus, publicado em Portugal pela Livros do Brasil, ganha nova e aclamada adaptação ao cinema.
A estreia mundial aconteceu no último Festival de Veneza e no dia 12 de março chega às salas de cinema em Portugal. O Estrangeiro, o primeiro romance de Albert Camus e uma das obras-primas mais emblemáticas da literatura do século XX, foi adaptado por François Ozon.
Publicado originalmente em 1942, este é um romance desconcertante sob uma aparente singeleza estilística, onde se joga o destino de um homem perante o absurdo e se questiona o sentido da existência. Os temas do livro, como a irracionalidade da vida, a alienação e a injustiça colonial, continuam a ser prementes.
O cineasta francês é conhecido pela realização de vários filmes premiados, como Oito Mulheres, Jovem e Bela e Verão de 1985 . A longa-metragem, que conta com a distribuição da Alambique, tem o ator Benjamin Voisin no papel principal.

Sinopse
Argel, 1938. Meursault, um homem de cerca de trinta anos, modesto empregado de escritório, acompanha o funeral da mãe sem manifestar qualquer emoção. No dia seguinte, inicia uma relação com Marie, antiga colega de trabalho, e retoma o curso habitual da sua existência quotidiana. Essa aparente normalidade é, contudo, perturbada pela presença do vizinho Raymond Sintès, que o arrasta para assuntos obscuros, conduzindo inexoravelmente a um acontecimento trágico numa praia, sob um sol impiedoso.
O Estrangeiro é a adaptação cinematográfica do romance de Albert Camus (© Editions Gallimard 1942), uma das obras-primas mais emblemáticas da literatura do século XX, publicada em Portugal pela editora Livros do Brasil.
SOBRE O AUTOR
Albert Camus
Nasceu em Mondovi, na Argélia, a 7 de novembro de 1913. Licenciado em Filosofia, participou na Resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial e foi então um dos fundadores do jornal de esquerda Combat. Em 1957 foi consagrado com o Prémio Nobel da Literatura pelo conjunto de uma obra que o afirmou como um dos grandes pensadores do século XX. Dos seus títulos ensaísticos destacam-se O Mito de Sísifo (1942) e O Homem Revoltado (1951); na ficção, são incontornáveis O Estrangeiro (1942), A Peste (1947) e A Queda (1956). A 4 de janeiro de 1960, Camus morreu num acidente de viação perto de Sens. Na sua mala levava inacabado o manuscrito de O Primeiro Homem, texto autobiográfico que viria a ser publicado em 1994.

