Manoel Carlos ou Maneco, como era conhecido, morreu este sábado, 10 de janeiro, aos 92 anos, no Rio de Janeiro. Há cerca de seis anos que foi diagnosticado com Parkinson.
Antes de se consagrar como autor, iniciou a carreira como ator, aos 17 anos. No ano seguinte foi premiado como ator revelação, estreando-se também como produtor e diretor.
A partir de 1952, passou a escrever para a televisão e construiu uma trajetória sólida em diversas emissoras sendo responsável por programas históricos.
Na TV Globo, estreou-se em 1972 como diretor-geral do Fantástico. Em 1978, escreveu a sua primeira novela na emissora, Maria, Maria, seguida pela adaptação de A Sucessora. A partir dos anos 1980, consolidou um estilo próprio e assinou obras que se tornaram clássicos da teledramaturgia brasileira, como Baila Comigo, Felicidade, História de Amor, Por Amor, Laços de Família, Mulheres Apaixonadas, Páginas da Vida, Viver a Vida e Em Família.
Perdas trágicas
Manoel Carlos teve uma vida pessoal marcada por perdas. Teve cinco filhos. Três deles morreram de forma trágica. Em 1988, perdeu o primogénito, Ricardo de Almeida, devido a complicações do HIV.
Em 2012, morreu o Manoel Carlos Júnior, diretor de televisão, vítima de um ataque cardíaco aos 58 anos. Dois anos depois, em 2014, morreu de forma súbita o filho mais novo, Pedro Almeida, aos 22 anos.
Manoel Carlos deixa a mulher, Elisabety Gonçalves de Almeida, com quem era casado desde 1981, e duas filhas, Júlia Almeida e Maria Carolina.
Helenas
Nas suas novelas tinham sempre uma Helena. O autor explicou que a resposta está na mitologia grega. O nome faz alusão a Helena de Troia, filha do deus Zeus e da mortal Leda, personagem conhecida por ser a mulher mais bela do mundo.
Regina Duarte foi quem deu vida ao maior número de Helenas: três das nove vezes que ela existiu numa telenovela. Também Lilian e Julia Lemmertz, e Maitê Proença deram vida à doce Helena, conhecida por Leninha.
Vera Fischer também foi uma Helena em “Laços de Família”.
Christiane Torloni foi a sexta Helena de Manoel Carlos em “Mulheres Apaixonadas” (2002), e Taís Araujo viveu a única Helena negra de Maneco.
Foto: Reprodução/Globoplay
