O rapper, cantor, ator e produtor musical porto-riquenho, Bad Bunny, de 31 anos, brilhou num dos palcos mais cobiçados do mundo.
Vencedor de três Grammy’s no passado dia 1 de fevereiro, Bad Bunny foi o artista escolhido para atuar no intervalo da final do Super Bowl. Era o momento mais esperado do evento desportivo, na noite que consagrou os Seattle Seahawks como os grandes vencedores da final do campeonato nacional de futebol americano.
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A atuação, inteiramente em espanhol, foi uma celebração de vários estilos musicais – do reggaeton e da salsa ao trap latino – com participações de Lady Gaga, Ricky Martin, de Pedro Pascal, Karol G, Cardi B e Jessica Alba.
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Bad Bunny aumentou o significado de “God Bless America” optando por incluir uma breve mensagem em inglês num dos momentos centrais da atuação. Antes de uma sequência dedicada ao continente americano, o artista declarou: “Deus abençoe a América”. De seguida, enumerou países da América Central, do Sul e do Norte, enquanto bailarinos atravessavam o palco transportando as respetivas bandeiras. Ao fundo do palco, um painel luminoso exibia a mensagem: “A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor“.
No final do segmento, Bad Bunny segurou uma bola de futebol americano com o lema “Juntos, somos a América”.
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O espetáculo no intervalo da Super Bowl já foi visto mais de 9 milhões de vezes em menos de 12 horas só no YouTube. Tornou-se tendência de pesquisa e irritou o presidente dos EUA.
O presidente dos EUA não gostou, queixou-se que a mensagem de união do artista era “uma afronta à grandeza da América“.
Em entrevistas e declarações públicas, o presidente norte-americano disse ainda que nunca tinha ouvido falar no cantor e acusou o artista de “espalhar ódio” nas mensagens que passa. As falas repercutiram amplamente nas redes sociais e na imprensa.
“O espetáculo do intervalo do Super Bowl é absolutamente terrível, um dos piores de sempre! Não faz sentido, é uma afronta à Grandeza da América e não representa os nossos padrões de Sucesso, Criatividade ou Excelência“, disse Trump.
“Ninguém percebe uma palavra do que este tipo está a dizer e a dança é nojenta, especialmente para as crianças que estão a assistir nos EUA e em todo o mundo“, referiu. “Este “espetáculo” é apenas uma “bofetada na cara” do nosso país, que está a estabelecer novos padrões e recordes todos os dias – incluindo o melhor mercado de ações e 401(k)s da história! Não há nada de inspirador nesta confusão de espetáculo de intervalo e vejam, vai receber grandes críticas dos Fake News Media, porque eles não têm a mínima ideia do que se passa no MUNDO REAL“.
A animosidade de Trump começou depois de Bad Bunny ter triunfado nos Grammys, onde transmitiu uma mensagem de protesto contra as recentes ações do ICE, o serviço de imigração e fronteiras dos EUA: “Antes de dar graças a Deus, vou dizer: ICE fora! Não somos selvagens, não somos animais, não somos extraterrestres. Somos humanos e somos americanos”.
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Foto: Reprodução Instagram Seattle Seahawks
