O espetáculo é uma viagem a Trás-os-Montes através da obra de Georges Dussaud. Um percurso que vive do seu olhar, das suas memórias, da forma como regista pessoas, paisagens, sensações e lhes dá corpo através da sua forma de fixar o instante, guardando-o suspenso no tempo.

Tal como Miguel Torga regista, na obra de Dussaud “há uma infinidade e afinidade de lugares e tradições, de pessoas e atmosferas, de cenas de trabalho e de afetos, de gestos e de rostos, de romarias e rituais, de incontáveis histórias ancestrais, universos miraculosamente intactos que pareciam subsistir”, segundo o poeta, “à espera de uma objetiva que os perpetuasse antes que desaparecessem de vez na voragem do progresso”…

Este trabalho coreográfico, dirigido por Joana Providência, conjuga atores e bailarinos num mergulho no universo do fotógrafo e transporta o público para o pulsar da vida, para os rituais e para as paisagens que habitam a sua obra. O projeto será um constante diálogo entre a imagem projetada e a sua relação com os intérpretes numa espécie de contracena, promovendo uma forte ligação onde a fotografia e os corpos se prolongam, diluem e desdobram num sem fim de leituras.

Direção JOANA PROVIDÊNCIA
Intérpretes cocriadores ANTÓNIO JÚLIO, DANIELA CRUZ, JOÃO VLADIMIRO, VERA SANTOS e MARIA FALCÃO (estagiária)
Apoio dramatúrgico RAQUEL S.
Cenografia CRISTÓVÃO NETO
Desenho de Luz MÁRIO BESSA
Música PEDRO CARDOSO “PEIXE”
Figurinos LOLA SOUSA
Coprodução TEATRO MUNICIPAL DE BRAGANÇA, TEATRO DO BOLHÃO, TEATRO MUNICIPAL DE VILA REAL
Projeto Algures a Nordeste para a promoção do território cultural do nordeste português – Norte – 14-2016-03; NORTE 2020.

Com o apoio do Centro de Fotografia Georges Dussaud, da comunidade (Universidade Sénior de Bragança e outros) e Espaço Miguel Torga, em São Martinho de Anta

em outubro, no Teatro Municipal de Bragança
em novembro, no Teatro Municipal de Vila Real
16 a 25 de novembro, no Palácio do Bolhão, Porto