Não sei o que o amanhã trará
integrado na programAção do FIMP 2016

As grandes almas são mestres na flutuação: ora maiores que reis, ora mais pequenos que ninguéns. Assim Pessoa. Correu o mundo às janelas reais e sonhadas, no encalço de um amanhã que se esperava em cada dia mais feliz que o hoje. Pessoa foi grande. É grande. E foi homem como nós. Sentiu pequeno como nós. Sonhou grande como nós. Viveu como um fumo, difuso, difícil de agarrar, a esvair-se em seres, mas dura e durará pelo tempo, no bolso de cada um em fragmentos. Pessoa é um espelho partido. Aqui estão apenas alguns estilhaços. Não cortam, mas podem magoar… e fazer sonhar. São a vida.