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Talvez seja esse o grande motivo para o sucesso deste musical, que se estreia em Portugal no dia 12 de Janeiro, no Campo Pequeno, e onde vão acontecer 15 sessões. “Mamma Mia!” já foi visto por mais de 54 milhões de pessoas em todo o mundo, com uma receita de bilheteira de mais de 2 mil milhões de dólares (cerca de 1.8 mil milhões de euros), nas 39 produções feitas em 14 línguas diferentes e que estrearam em mais de 400 cidades de todo o mundo.

Em 2016 celebram-se os 17 anos da estreia no West End em Londres. Foi a 6 de Abril de 1999, no Prince Edward Theatre, que as personagens Sophie, Donna, Rosie, Sam ou Bill – entre tantas outras – se deram a conhecer. Dezasseis anos depois, “Mamma Mia!” é o oitavo espectáculo há mais tempo em cena na história da Broadway, em Nova Iorque.

“Sinceramente, não conheço alguém que tenha ido ao espectáculo e que nunca tenha ouvido, pelo menos, uma canção dos ABBA”, diz Mark Hilton, director residente da produção que estará em Portugal. O musical foi escrito por Catherine Johnson e é dirigido por Phyllida Lloyd – na ausência de ambas, Hilton fica responsável por acompanhar o espectáculo e garantir o cumprimento da encenação e coreografias.

Em conversa por email com o “TL Magazine”, o director residente fala do sucesso da peça, que acabou por ganhar uma fortíssima extensão para fora dos palcos, sendo também um blockbuster no cinema, graças ao filme com o mesmo nome, estreado em 2008. “Há uma temática em toda a peça a que toda a gente se consegue identificar, quer seja nova ou mais velha. É uma história com uma capacidade de relação muito grande com os espectadores, que faz com que seja também muito fácil de acompanhar. Claro que a música ajuda a encaminhar a plateia”, explica. O musical conta com a interpretação de alguns dos maiores êxitos dos ABBA, como “Money, Money, Money”, “Chiquitita”, “Dancing Queen”, “Super Trouper”, “The Winner Takes It All” ou “Waterloo”.

Os números de “Mamma Mia!” quase que acabam por justificar tamanho sucesso. Mas será que isso retira alguma pressão à equipa que viaja de país em país para apresentar o espectáculo? Será que já partem com o sentimento de a digressão que será um sucesso? Mark Hilton recusa qualquer tipo de facilitismo e afiança que o elenco não pensa dessa forma. “Temos muita responsabilidade, sobretudo porque em nove anos de digressão internacional são feitos muitos elogios à peça. No meio disso tudo, fico muito feliz ao perceber que nunca vi nesta equipa um rosto fechado: é graças ao elenco e à equipa de produção que tanto trabalha que conseguimos chegar a este sucesso e desfrutar cada momento dele.”