A MARAFONA é um quinteto acústico composto por cordófones (viola, guitarra portuguesa/cavaquinho/campaniça e contrabaixo), percussões encimadas pela voz poderosa de Artur Serra e amiúde recorre ao seu coro masculino.
Como conta histórias as canções são quase visuais e a junção tímbrica de instrumentos e a varidade de arranjos transportam-nos por um périplo de cenários musicais inesperados ou para memórias escondidas.
A MARAFONA realiza também uma viagem pelas recolhas poeirentas de textos e canções do cancioneiro popular português, colhendo do património cultural que nos define, abraçando a sua condição de povo.
Somam-se depois, necessariamente, um pouco do ser e percurso de cada músico. Encontram-se a espaços as influências de géneros musicais que marcaram as mais recentes gerações, mas vincadas numa criação de autor.
Por último, assoma-se que o périplo da MARAFONA assenta na procura de um rumo imaginário para a música popular portuguesa, um caminho de regresso à criação popular, a emergir e com ela, da esmagadora globalização.

Esta boneca de trapos, a MARAFONA, nasceu em Janeiro de 2014 juntando quatro músicos e um cantautor.
Sob o seu signo cruzam-se as velhas memórias com a cultura moderna, numa reflexão critica sobre a música portuguesa.
O ponto de partida é a portugalidade, a qual não se esgota em terras lusas. Depois surgem as influências de cada músico ampliando o espectro da sua sonoridade à World Music.
A MARAFONA é:
– Nos instrumentos tradicionais portugueses: Gonçalo Almeida: Guitarra portuguesa, cavaquinho, campaniça, Trancanholas; o Artur Serra no Adufe e Berimbau;
– Nos instrumentos ecléticos: a viola de Daniel Sousa e o contrabaixo de Cláudio Cruz.
– em ambas as categorias: as percussões do Ian Carlo Mendoza.
A primeira edição da banda, de produção de autor, é cumprida em Junho de 2014 com o EP Tia Miséria, CD gravado nos estúdios Namouche, com ilustrações da artista galardoada Catarina Sobral.
Em Outubro de 2015 foi gravado o primeiro álbum da banda com o título “ESTÁ DITO”, produzido no estúdio/editora PontoZurca (Janita Salomé, Aline Frazão, Melech Mechaya, entre outros) e masterizado nos estúdios Uwe Teichert’s Mastering Studio (BEL) (Yann Tiersen, dEUS, Placebo, entre outros).
Participaram como convidados neste disco a Ana Bacalhau (Deolinda), a Mitó (Naifa) e o Luís Peixoto (Júlio Pereira, Sebastião Antunes Trio).