Vozes como as de Macy Gray surgem muito raramente e normalmente marcam gerações, pelo poder que carregam, pelo carácter distinto que apresentam. A de Macy, que já inspirou cinco nomeações para Grammys e atraiu efusivos aplausos de público, imprensa e pares, já foi comparada a Billie Holiday, mas na verdade é um património singular, precioso e raro que se espraiou por seis álbuns que são do melhor que a soul e o R&B deste tempo ofereceram ao mundo.

Macy Gray traz à Casa da Música (5 de abril) e ao Centro Cultural de Belém (6 de abril) não só uma longa tradição de música negra, como a sua bagagem pessoal que arrancou em 1999 com o álbum ‘On How Life Is’ e se estende até ao novíssimo Stripped, um disco que mereceu os mais rasgados elogios do site de referência All About Jazz por numa época de alta tecnologia regressar à essência: um palco, uma voz cheia de alma, canções perfeitas. O paraíso pode estar mais perto do que por vezes se pensa…