A ideia central do artista nesta exposição é, uma vez mais, a representação do enigma que a cidade encerra. A cidade pode ser considerada como a criação mais importante do homem – é por ele construída para o servir – no entanto adquire autonomia e poder em si mesma, até ao ponto em que é a própria cidade a moldar o comportamento do homem.

A arquitetura fica e o homem passa, a sua própria ausência dá-lhe presença. Nestas obras facilmente se reconhece o representado, e se existe alguma intenção, é a de unir o mundo real ao metafísico. O banal revela mistério, calma, silêncio e vazio debaixo da luz do sol.

Na Igreja do Sacramento, Calçada do Sacramento, 11, Lisboa. De 5 a 28 maio.