O Terras sem Sombra dedica ao Brasil, como país convidado do Festival, em 2016, um ciclo musical impar. Entre a tradição e a modernidade, chegou a vez dos grandes virtuosos do violão.

Após o concerto, em Ferreira do Alentejo, consagrado ao Barroco e ao Romantismo, com o ensemble Le Baroque Nomade, sob a direcção de Jean-Christophe Frisch, que valorizou o diálogo ocorrido, nos séculos XVIII e XIX, entre os reportórios europeus e as tradições de outros tempos e de outros lugares, do Recife ao Rio de Janeiro, eis que se abrem as portas da matriz de Odemira a algumas das mais belas e profundas páginas da música brasileira dos nossos dias, com a presença de Quaternaglia Guitar Quartet, de São Paulo.

Estas sonoridades desembarcam no Alentejo pela mão daquele que tem sido aclamado como um dos mais importantes agrupamentos de violões (guitarras) da actualidade, sob a liderança do maestro Sidney Molina. As suas brilhantes interpretações, com destaque para as Bachianas Brasileiras, de Villa-Lobos, causam sensação; mas o repertório que irá ser interpretado na igreja de São Salvador, a 7 de Maio, oferece ainda um mosaico das obras de compositores brasileiros contemporâneos, como Leo Brouwer, Almeida Prado, Egberto Gismonti e Paulo Bellinati.