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Trata-se de uma Alta Comédia sentimental que, por ironia dos destinos, junta dois ex-residentes nas antigas Áfricas Portuguesas.
Um, que se chama Zorba, é um homem apaixonado pela música, mas que fez sempre toda a sua vida de esquemas. Ora, cravando uns, com alguns escudos, ora vivendo à conta de outrem, um “bon vivant”! Sempre chapa ganha, chapa gasta! E que foi para a África a cumprir o Serviço Militar.
O outro, um homem vindo da aldeia, que procurando melhores condições de vida, rumou também a África, mas este, com intenção de fazer a sua vida normal e regrada, com a mulher, que o acompanhou e, no seu dia-a-dia de empregado do “Café Continental”. É o Anselmo!
Ao fim de mais de 40 anos, encontram-se, numa bizarra situação, mais concretamente, num quarto de uma qualquer casa de um bairro de Lisboa.
O Anselmo, que o tinha alugado à dona da casa; e o outro que ainda estava a viver lá, de favor da mesma, mas com sentença marcada de poucos dias, só até ao final do mês!
Nessa situação, com nostalgia, com encontros, desencontros e recordações das “suas Áfricas”, com uma saudade aguda sempre presente, lá vão desfiando uma conversa por vezes cordial, por vezes azeda, mas que, esperamos resulte num espectáculo com algum humor, com ternura, com as ideias mirabolantes do Zorba, sempre contestadas pelo Anselmo, mas que ao fim leva, os dois, a ter uma grande esperança no amanhã! Despertar com uma nova esperança todos os dias!
Que esta história vos dê tanta satisfação, como espectadores, como a nós actores e equipa técnica nos tem dado a dar-lhe forma.