Um Alto Comissário da Administração Interna interroga um denunciante, cidadão zeloso e dedicado. Percebemos pouco a pouco que a conversa está desde o início armadilhada, mas por qual deles?
O Texto leva-nos até ao interior da lógica impiedosa e absurda que rege a actividade “habitual” de um regime prisioneiro dos seus próprios mecanismos.

Jean Claude Carrière descreve os meandros obscuros do poder, da negação do indivíduo, da ambiguidade das relações de força, numa escrita cerrada, precisa e muito eficaz na qual reconhecemos o argumentista de Buñuel e de Milos Forman e a profunda capacidade de reflexão do adaptador de Mahabharata e do autor da Controvérsia de Valladolid.

No Teatro – Estúdio António Assunção, em Almada.

Em cena até 29 de abril todas as sextas e sábados às 21h30.